A Marcha Mundial das Mulheres (MMM) anunciou uma jornada global de 24 horas de solidariedade feminista em apoio às mulheres cubanas e à sua resistência revolucionária, no aniversário de nascimento de Vilma Espín, combatente clandestina e presidente eterna da Federação das Mulheres Cubanas, a ser comemorado na próxima terça-feira, 7 de abril.
Cubadebate noticiou que a convocação, que visa abranger todos os fusos horários do planeta, insta os movimentos feministas e organizações aliadas a realizarem atividades descentralizadas e simultâneas ao meio-dia em cada luhgar, como gesto contínuo de apoio diante da crescente agressão contra a Ilha.
Há décadas, Cuba enfrenta um bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos e uma agressão persistente que impacta significativamente o cotidiano da população, especialmente das mulheres, que desempenham um papel crucial na sustentação das comunidades e na manutenção da resistência em um contexto de crescente adversidade.
Além da mobilização simbólica, a MMM no Brasil aderiu à Campanha de Solidariedade Brasileira com Cuba, que busca arrecadar medicamentos e painéis solares para mitigar os efeitos do bloqueio, intensificado pelas medidas do governo Donald Trump no setor energético.
A campanha, coordenada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), busca recursos para a compra e o transporte aéreo de medicamentos essenciais, bem como para pressionar o governo brasileiro a enviar petróleo e outros suprimentos.
Recentemente, uma caravana formada por parlamentares, líderes sindicais e estudantes brasileiros participou de uma iniciativa para enviar mais de 20 toneladas de suprimentos, incluindo alimentos, medicamentos, produtos de higiene e equipamentos para serviços essenciais.
A pressão sobre Cuba no setor energético se intensificou em 29 de janeiro, quando Donald Trump impôs novas sanções, declarando “estado de emergência nacional” e acusando o país de representar uma suposta ameaça à segurança dos EUA, com o objetivo de impor tarifas aos países que vendessem petróleo para a ilha e parar o fornecimento de combustível.
Fonte: ACN
