Jornalistas cubanas denunciaram na sexta-feira as dificuldades que enfrentam para exercer seu trabalho devido ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos com o objetivo de destruir a Revolução.
Em um painel realizado na União de Jornalistas de Cuba (UPEC), intitulado “Jornalistas cubanas contra o estrangulamento: uma demanda das mulheres do setor”, por ocasião do Dia Internacional da Mulher, em 8 de março, as profissionais da mídia exigiram o fim imediato das medidas coercitivas.
Elas denunciaram como as limitações no transporte, na eletricidade e a consequente falta de conectividade afetam seus dias de trabalho e complicam suas vidas.
Juana Carrasco, vencedora do Prêmio Nacional de Jornalismo José Martí, lembrou que a imprensa já havia sofrido um duro golpe no início da década de 1990, quando vários jornais nacionais se tornaram publicações semanais e outros foram forçados a encerrar suas atividades. Agora – disse – a situação é ainda mais difícil, embora exista um novo espaço na imprensa digital.
Durante o encontro, a secretária-geral da Federação de Mulheres Cubanas, Teresa Amarelle Boué, parabenizou as jornalistas pelo Dia Internacional da Mulher e destacou seus esforços e o importante trabalho realizado, especialmente a Editora da Mulher, apesar do bloqueio.
Ressaltou a resiliência das mulheres cubanas e citou o exemplo da plataforma digital Casa Violeta, dedicada a visibilizar o papel da mulher na sociedade, suas conquistas e desafios.
Ela observou que o trabalho diário delas é inspirado pelo legado da primeira presidente da organização, Vilma Espín, e do líder histórico da Revolução, Fidel Castro. Destacando as contribuições das mulheres para a comunidade, afirmou que, após conversar com elas, “a gente se convence de que podemos seguir em frente, porque elas fazem com que a luta diária seja uma façanha, transformando para melhor olugar onde se encontram”.
Por sua vez, o presidente da UPEC, Ricardo Ronquillo, destacou que a organização que dirige poderia se declarar feminista e lembrou as palavras do líder bolivariano Hugo Chávez sobre o papel das mulheres na construção do socialismo e a importância que tiveram ao longo da história.
O painel foi dirigido por jovens executivas e profissionais da mídia, que reafirmaram o compromisso das mulheres com Cuba e com o jornalismo.
Fonte: Prensa Latina
