Por María Josefina Arce.
A natureza e seu cuidado necessário, um tema de grande relevância levando em conta os desafios ambientais que o mundo enfrenta hoje, ocuparam um lugar de destaque na extensa obra do Herói Nacional de Cuba, José Martí.
Marti deixou claro em seus escritos o seu amor e respeito pela natureza, que, como ele enfatizou, “cura, conforta, fortalece e prepara para a virtude do homem”.
E já no século XIX, alertava que “o mundo sangra sem cessar dos crimes que se cometem nele contra a natureza”.
Essa reflexão em sintonia com os nossos tempos, em que o planeta enfrenta uma crise ambiental, incluindo as mudanças climáticas, a poluição dos mares e rios, o desmatamento e a perda de biodiversidade.
Daí a urgência de uma gestão responsável e eficiente em nível global e de cada país em particular, que integre práticas sustentáveis em todos os setores.
E para trocar experiências que levem a uma melhor gestão ambiental — porque cada ação conta — representantes de mais de 30 países se reuniram em Havana no Terceiro Colóquio Internacional José Martí por uma Cultura da Natureza.
Um encontro imprescindível para a busca de ações guiadas pelo pensamento perspicaz de Martí. Entre os temas focados, portanto, estiveram a ética e o meio ambiente, a política e a educação ambiental.
O próprio Marti atribuía grande importância à educação ambiental de crianças e jovens, contribuindo assim para alcançar um equilíbrio na relação entre a humanidade e a natureza para a preservação da vida.
Nessa direção, o mestre afirmou: “…ensinar à criança ao mesmo tempo o alfabeto das palavras e o alfabeto da natureza…”
José Martí foi, sem dúvida, um homem à frente do seu tempo, um homem de mente brilhante, capaz de prever e alertar para os perigos que as nações enfrentavam, incluindo a deterioração do planeta.
