Cuba não representa uma ameaça à segurança nacional dos EUA, afirmam as críticas à ordem executiva do presidente Donald Trump, considerada um endurecimento brutal do bloqueio e um ataque à soberania da Ilha.
O ex-presidente e secretário-geral do Conselho Nacional de Igrejas de Cristo nos Estados Unidos, Jim Winkler, afirmou que “o bloqueio de petróleo de Trump, assim como todo o bloqueio americano de mais de 60 anos de duração, é desnecessário e imoral”.
Winkler liderou a maior organização ecumênica do país de 2013 a 2022, uma associação de 37 grupos religiosos cristãos que, juntos, abrangem mais de 100 mil congregações locais e cerca de 35 milhões de fiéis.
Por sua vez, o Movimento Internacional 12 de Dezembro, com sede em Nova York, declarou que “Cuba não representa uma ameaça para pessoas negras, pobres ou da classe trabalhadora nos Estados Unidos. O perigo que enfrentamos vem do próprio governo, que está tentando uma mudança de regime”.
A verdadeira “ameaça” que Cuba representa para os Estados Unidos, enfatizou o grupo, é o exemplo que o país deu com a sua própria existência: saúde e educação gratuitas, além de moradia acessível e subsidiada.
O grupo afirmou que Trump intensificou sua retórica agressiva contra Cuba internacionalmente, mas internamente impõe “um estado policial porque não está conseguindo resolver os problemas econômicos de um capitalismo decadente”.
O Movimento destacou que, internacionalmente, Cuba fornece assistência médica a países em desenvolvimento e oferece bolsas de estudos para estudar medicina na Ilha a estudantes de todo o mundo (incluindo dos Estados Unidos) que se comprometam a retornar aos seus países e servir às suas comunidades.
Relembrou que, quando o regime racista do apartheid, apoiado pelos EUA, ainda governava a África do Sul, Cuba enviou tropas para lutar ao lado das forças de libertação nacional africanas e desempenhou um papel decisivo na derrota militar dos africânderes brancos.
A Associação Cultural José Martí USA, por sua vez, também condenou a decisão de Trump e alertou que o governo atual busca “aumentar desproporcionalmente suas ações criminosas contra Cuba, seu governo e sua soberania”, afirmou em um comunicado à imprensa.
“Nossa Associação sempre estará ao lado do nosso povo, em quaisquer circunstâncias… Cuba pode contar com o nosso patriotismo, e o nosso povo com a nossa eterna lealdade”, concluiu o comunicado, assinado pelo Comitê Executivo da Associação, composto principalmente por emigrantes cubanos.
Fonte: Prensa Latina
