Milhares de cubanos se congregaram na Tribuna Anti-Imperialista José Martí, sexta-feira. no segundo dia de homenagem póstuma aos 32 combatentes caídos durante a agressão militar dos Estados Unidos contra a Venezuela.
O comício, que precedeu a Marcha do Povo Combatente, foi comandado pelo presidente Miguel Díaz-Canel, o comandante do Exército Rebelde José Ramón Machado e outras autoridades do do Partido Comunista de Cuba e do governo cubano.
O presidente Díaz-Canel afirmou que, com o ataque à Venezuela, o governo Donald Trump abriu as portas para uma era de barbárie, pilhagem e neofascismo, sem se importar com o custo em destruição e mortes.
Díaz-Canel observou que os responsáveis pelo ataque e pelo sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa teceram uma densa nuvem de mentiras e difamação contra os líderes bolivarianos. O chefe de Estado cubano reiterou que a agressão desrespeitou completamente os limites do direito internacional, que até então garantia um mínimo de convivência civilizada entre as nações, ao atacar covardemente a Venezuela.
Há mais de 25 anos, Cuba e Venezuela compartilham ideais e esforços em prol de um mundo melhor, comprometidos com a busca da justiça plena por meio do socialismo, cada país com seus próprios métodos e realidades distintas.
O presidente enfatizou que somente aqueles que não compreendem o valor da amizade e da solidariedade podem confundir a relação entre cubanos e venezuelanos com mera transação comercial.
Acima de tudo, cubanos e venezuelanos são irmãos.
Em relação aos 32 combatentes cubanos caídos durante a agressão,Díaz-Canel observou que as autoridades americanas reconheceram com assombro e admiração a bravura desse grupo de homens que, com marcante desvantagem, resistiram ferozmente aos sequestradores, ferindo vários e danificando parcialmente um de seus meios de transporte.
“Nossos bravos combatentes,com armas convencionais e tendo como único colete sua moral e lealdade, lutaram até a morte e golpearam seus adversários. Nenhum deles era suoer-homem; eram militares honrados, formados na escola ética de Fidel e Raúl”, afirmou.
O presidente também respondeu às recentes ameaças do governo dos EUA, observando que o secretário de Estado admitiu tacitamente os níveis extremos a que o bloqueio contra Cuba se intensificou. “Entrar e destruir o país é o que, segundo sua visão imperialista, lhes resta para nos subjugar”, denunciou.
Díaz-Canel citou o Herói Nacional, José Martí, para definir o patriotismo da Ilha: “O amor de pátria não é um amor ridículo à terra; é um ódio invencível àqueles que a oprimem, um ressentimento eterno contra aqueles que a atacam”.
