O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, denunciou no sábado a agressão militar em curso perpetrada pelos Estados Unidos e anunciou a declaração de estado de comoção externa em todo o país.
Em pronunciamento especial, o ministro informou a nação e o mundo sobre o que descreveu como “a agressão militar mais criminosa” do governo dos Estados Unidos. Padrino López detalhou que, durante a madrugada de sábado, forças invasoras dos EUA violaram o espaço aéreo soberano venezuelano.
Os ataques, explicou, concentraram-se na região de Fuerte Tiuna, em Caracas, e em locais estratégicos nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
Padrino López afirmou que helicópteros de combate inimigos dispararam mísseis e foguetes que atingiram áreas residenciais com população civil, e um levantamento preliminar de mortos e feridos já está sendo realizado.
Em resposta a esses eventos, o alto comando militar venezuelano apresentou o mais veemente protesto em todas as organizações multilaterais internacionais.
O ministro da Defesa acusou diretamente o governo dos EUA (a administração de Donald Trump) de violar a Carta das Nações Unidas e o Direito Internacional, colocando em risco a estabilidade de toda a região.
“A Venezuela livre, independente e soberana rejeita com toda a força de sua história a presença dessas tropas estrangeiras, cujo único legado é morte, dor e destruição”, enfatizou o ministro.
Da mesma forma, rejeitou a ideia de que a ação faça parte do combate ao narcoterrorismo. Disse que seu verdadeiro objetivo é forçar uma mudança no governo legítimo, “nos submeter aos desígnios espúrios do imperialismo estadunidense” e se apoderar dos recursos estratégicos da nação, violando o direito inalienável da Venezuela à autodeterminação.
Esta invasão representa a maior afronta que o país já sofreu, motivada pela ganância insaciável por nossos recursos estratégicos, ressaltou.
“Nossa vocação é a paz, mas nossa herança é a luta pela liberdade. Nós, que estendemos a mão em fraternidade, hoje cerramos o punho em defesa do que é nosso.”
Em resposta à agressão e em conformidade com as disposições constitucionais, o ministro Padrino López anunciou a declaração de Estado de Comoção Externa em todo o território.
Este marco legal permite o pleno uso das capacidades operacionais das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB).
“Atendendo às instruções do presidente da República, Nicolás Maduro Moros, nosso Comandante-em-Chefe, mobilizaremos todas as nossas capacidades para a defesa integral da Nação”, enfatizou.
Ao mesmo tempo, explicou que será ativado um grande contingente, em perfeita integração cívico-militar-policial, incluindo todos os recursos terrestres, aéreos, navais, fluviais e de mísseis disponíveis ao país, que estão totalmente operacionais.
Dada a gravidade da situação, o ministro apelou à união de todo o povo. “O desespero é um aliado do invasor; o bom-senso é o escudo da pátria”, declarou Padrino López, exortando as pessoas a evitarem o pânico e o caos que os Estados Unidos buscam semear. Por fim, reiterou que a vocação da Venezuela é a paz, mas que seu legado histórico é a luta pela liberdade.
“Herdamos a coragem dos libertadores, que nos ensinaram que a dignidade é inegociável e que a pátria é um valor supremo. Eles nos atacaram, mas não nos quebrarão”, concluiu Padrino López.
Fonte: Prensa Latina
