O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, denunciou na quinta-feira os perigos que “Nossa América” enfrenta devido à doutrina belicista do governo dos Estados Unidos, 12 anos após a região ter sido declarada Zona de Paz.
Em sua conta na rede social X, o ministro lembrou que, durante a Segunda Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), 33 chefes de Estado reunidos em Havana assinaram a Proclamação da América Latina e do Caribe como Zona de Paz.
Rodríguez destacou o “interesse marcante em reviver a desacreditada Doutrina Monroe” por parte do governo dos EUA.
Rodriguez ressaltou que, no cenário atual, violentado pelas ânsias de dominação imperialista, “é urgente resgatar a firme vontade de todos os membros da CELAC, expressa naquela Proclamação”.
Em 29 de janeiro de 2014, o então presidente de Cuba, Raúl Castro Ruz, anunciou a assinatura do acordo que comprometia os governos e povos da região a buscar soluções pacíficas para as disputas e a banir o uso ou a ameaça de força.
O instrumento estabeleceu a obrigação de não intervir, direta ou indiretamente, nos assuntos internos de qualquer outro Estado, bem como respeitar os princípios da soberania nacional, da igualdade e da autodeterminação.
Estabeleceu também o compromisso de respeitar integralmente o direito inalienável de cada Estado de escolher seu sistema político, econômico, social e cultural, como condição essencial para assegurar a coexistência pacífica entre as nações.
Fonte: Prensa Latina
