O Movimento de Solidariedade com Cuba no Brasil realizou seu primeiro encontro organizacional para celebrar o centenário de nascimento de Fidel Castro, em meio a novas ameaças dos Estados Unidos contra a nação caribenha.
O encontro no Teatro dos Bancários reuniu membros de partidos políticos e movimentos sociais, estudantes universitários e simpatizantes da ilha em geral.
De acordo com as ideias apresentadas no encontro, o evento político e cultural, marcado para 12 de março, homenageará o legado do líder histórico da Revolução Cubana (1926-2016) como defensor da paz, das causas justas em todo o mundo e da unidade latino-americana.
Os organizadores também enfatizaram que a homenagem a Fidel Castro será uma reafirmação de princípios diante dos desafios atuais.
Idalmis Brooks, conselheira da embaixada cubana no Brasil, participou do encontro e expressou sua gratidão pelo apoio recebido, ressaltando a importância da solidariedade neste momento de crescente hostilidade por parte dos Estados Unidos.
Em 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva declarando Cuba uma ameaça à segurança nacional dos EUA e buscando impor tarifas aos fornecedores de petróleo da ilha.
Para o Movimento, a decisão de Trump confirma a persistência de uma política de pressão econômica contra um povo que se solidariza com o mundo.
Diversos palestrantes insistiram que o evento do próximo mês, que congregará cerca de quatrocentas pessoas, segundo Pedro Batista, deve denunciar o bloqueio e as medidas coercitivas unilaterais de Washington.
Por sua vez, Marcy Inostroza disse à Prensa Latina que o governo dos EUA ameaça toda a humanidade; mas, observou, Cuba vencerá como tinha feito em muitas outras ocasiões.
Este momento, comentou, é mais fácil do que os anteriores, porque existe solidariedade latino-americana e internacional dentro de todo o processo destrutivo que está sendo orquestrado.
Cuba triunfará, enfatizou com convicção Inostroza, que nasceu no Chile e é uma defensora ferrenha da plena liberdade dos povos.
Fonte: Prensa Latina
