Método cubano de alfabetização tem bom resultado no Panamá

Havana, 24 de fevereiro (RHC).- Mais de 800 panamenhos aprenderam a ler e escrever em meio à pandemia de Covid-19 com a ajuda do método cubano de alfabetização “Yo sí puedo”, segundo relatório do ministério de Desenvolvimento Social desse país.

O esquema foi inserido no programa “Se mova pelo Panamá”, focado em adultos nas áreas rurais e nas comunidades indígenas com o apoio de professores voluntários.

Desde o começo do projeto em 2007, fruto de uma parceria entre o governo e empresas privadas, mais de 77.200 pessoas se alfabetizaram no Panamá, e o propósito é chegar a 5.000 por ano até 2024.

O método “Yo sí puedo” foi criado por pedagogos cubanos em 2001 para usá-lo numa campanha de alfabetização no Haiti através da rádio. Depois, foi adaptado a diferentes línguas e realidades sociais.

De 2002 a 2016, cerca de 10 milhões de pessoas em 130 países aprenderam a ler e escrever dessa maneira. Em 2006, a UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura lhe outorgou o Prêmio de Alfabetização Rei Sejong.

Outras notícias indicam que o governo panamenho está interessado em prorrogar a presença de mais de 220 médicos cubanos que estão ajudando nesse país a controlar a pandemia de Covid-19.

Em debate na Comissão de Orçamento da Assembleia Nacional, o ministro de Saúde, Luis Francisco Sucre, afirmou que a colaboração foi solicitada pela falta de profissionais especializados, e apontou que o tema será consultado com as associações médicas panamenhas e os diretores dos hospitais onde o grupo está prestando serviço.

 

Editado por Lorena Viñas Rodríguez



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