Presidente Lula recebe o secretário de Estado dos EUA em Brasília

Editado por Irene Fait
2024-02-21 18:17:46

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Lula recebe secretário de Estado norte-americano

Brasília, 21 fevereiro (RHC) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta quarta-feira, no Palácio do Planalto, o secretário de Estado norte-americano Antony Blinken, que viajou ao Brasil para participar da reunião de ministros das Relações Exteriores do G20, no Rio de Janeiro.

É a primeira visita de Blinken ao Brasil. Durante o encontro no Planalto, estava previsto que tratassem de diversos assuntos, como os conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio, e do próprio grupo, que reúne as 19 maiores economias do mundo e a União Europeia.

Ao sair, Blinken declarou que o encontro com Lula foi excelente e reforçou a importância do trabalho conjunto em questões globais e bilaterais.

O contato ocorre em um momento em que as relações do Brasil com Israel, um firme aliado de Washington, não estão indo bem.

Lula foi declarado persona non grata por Tel Avivr por causa de uma declaração que fez no domingo em Adis Abeba, na Etiópia, na que comparou o extermínio na Faixa de Gaza ao Holocausto promovido pelo regime nazista liderado por Adolf Hitler durante a Segunda Guerra Mundial.

A esse respeito, o ex-ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, descreveu a decisão de Israel como ilógica.

“É um absurdo, só aumenta o isolamento de Israel. Lula é querido em todo o mundo e, no momento, persona non grata é Israel", disse o atual assessor especial para assuntos internacionais da Presidência ao site G1, esclarecendo que sua opinião é pessoal.

A presidente do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann, destacou na rede social X que essas declarações sobre extermínio "foram claramente dirigidas ao governo de extrema direita de Israel, e não aos judeus, ao povo israelense, como Netanyahu está tentando manipular".

Para a deputada federal, "nada é tão cruel quanto o que o povo palestino vem sofrendo, vítima de uma política de extermínio movida pelo preconceito e pelo ódio".

Alertou que o governo de extrema direita de Israel está levando o país ao isolamento internacional e é rejeitado pela civilização.

"Deveriam se envergonhar de seus crimes contra a humanidade. Parem com o massacre! Sentem-se à mesa de negociações para construir a paz, respeitando o direito de todos os povos à soberania e à justiça", enfatizou Hoffmann.

No início deste mês, Blinken viajou pela quinta vez ao Oriente Médio desde que começou a guerra entre Israel e a ala militar do movimento palestino Hamas com a intenção de buscar uma trégua no conflito.

De acordo com fontes da mídia, o exército de ocupação israelense cometeu 2.512 massacres em 130 dias de guerra em Gaza. (Fonte: PL)



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