Conselho de Ministros examina situação econômica e social em Cuba

Havana, 28 de setembro (RHC).- O Conselho de Ministros se reuniu para examinar a situação econômica e social em Cuba e tomar novas medidas para o setor empresarial.

Ao falar no encontro, o presidente Miguel Díaz-Canel disse que a melhor maneira de conquistar o futuro do país é acreditar no presente, e garantiu que ninguém poderá barrar esse objetivo porque o amor à nação mobiliza todos e traz esperança em meio a situações complexas.

Referiu-se à batalha contra a pandemia no país e à maneira em que o governo deverá retomar os sistemas de trabalho mesmo com a presença do coronavírus.

“O fracasso nunca será uma opção para a Revolução e nós vamos vencer e defender nossa independência e nossa soberania sem nenhuma ingerência, com as capacidades e o potencial que temos no povo”, garantiu Díaz-Canel. “Temos certeza de que trabalhando assim haverá um amanhã para Cuba, que radica em construirmos juntos o presente”, afirmou.

Quanto ao Sars-Cov2, disse que as autoridades estão empenhadas na concepção do funcionamento do país na normalidade, com realismo e recuperando a atividade econômica e social em tudo o que for possível para que a economia, de maneira progressiva e controlada, seja reaquecida.

Ressaltou que em Cuba os indicadores da pandemia são muito inferiores aos de muitos países, e exortou a manter a responsabilidade individual, familiar, comunitária e coletiva no enfrentamento à enfermidade.

Díaz-Canel sublinhou que a maneira em que vem trabalhando permitiu evitar o colapso do sistema de saúde pública, sem lamentar a morte de nenhuma criança ou mulher grávida. Também se deram garantias salariais a dezenas de milhares de pessoas que estão isoladas em casa para proteger sua saúde ou a de seus familiares. “Em Cuba tem se compartilhado a sorte entre todos, e o que temos entre todos”, assinalou.

O mandatário cubano ressaltou a resposta da população à pandemia, especialmente a postura dos médicos e demais trabalhadores desse setor e da esfera científica, além da colaboração noutros países.

Também aos que têm mantido abertos centros essenciais para manter o funcionamento da nação, como as creches para filhos de pessoas que tiveram de continuar prestando seus serviços nas condições atuais.

Apontou que o enfrentamento à pandemia ocorre em momentos em que os EUA endurecem o bloqueio econômico, comercial e financeiro, vigente há quase 60 anos, o que torna mais difícil adquirir recursos e insumos para essa tarefa. “Nossa convicção continuará sendo a de resistir, e além de resistir, avançar em tudo o que pudermos, no que nos propusemos para aperfeiçoar nossa sociedade e defender a visão de nação que compartilhamos”, destacou o presidente cubano.

Falando na reunião do Conselho de Ministros, disse que para ultrapassar a complicada situação econômica é preciso dar respostas mais imediatas, criativas e inteligentes em todos os cenários, aproveitando o potencial e experiências acumuladas durante o processo revolucionário.

E chamou ao esforço, constância e perseverança, além de eliminar os entraves ao desenvolvimento das forças produtivas. “Salvando as vidas, estamos salvando o presente e o futuro do país”, frisou Díaz-Canel.

Editado por Lorena Viñas Rodríguez



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