Cuba reitera na ONU compromisso na luta contra a discriminação racial

No hay odio de raza porque no hay razas.

Havana, 19 de fevereiro (RHC).- Cuba reiterou na ONU o compromisso na luta contra toda manifestação de discriminação racial. O ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, sublinhou que esse é um dos princípios da Revolução.

Ao falar na sessão especial online do ECOSOC – Conselho Econômico e Social das Nações Unidas, disse que o governo revolucionário instaurado em janeiro de 1959 empreendeu um processo de transformações radicais para eliminar as bases estruturais desse problema, e hoje mostra grandes avanços nesse propósito, embora ainda haja o que fazer.

“Mas a Revolução não se limita a lutar contra esse flagelo em suas fronteiras. Milhares de cubanos apoiaram, inclusive ao preço de suas vidas, as lutas dos povos africanos por sua independência e contra o oprobrioso regime do apartheid”, indicou o chanceler. “Outros tantos têm prestado sua ajuda solidária a esses povos, especialmente na área de saúde”, apontou.

Rodríguez referiu-se à onda de racismo e xenofobia no mundo atual, e o uso das redes sociais e outras formas de comunicação como plataformas para promovê-los. Disse que alguns partidos políticos e seus líderes arvoram um discurso de ódio que joga a culpa dos males da sociedade sobre os que chamam de “os outros”.

Em sua fala na reunião virtual do ECOSOC, o ministro cubano das Relações Exteriores destacou que a pandemia e as crises geradas por essa situação epidemiológica tornam mais evidente a injusta ordem internacional que faz dos pobres, dos afrodescendentes e dos migrantes, alvos de todo tipo de discriminação.

Editado por Lorena Viñas Rodríguez



Comentários


Deixe um comentário
Todos os campos são requeridos
Não será publicado
captcha challenge
up