Feira Internacional do Livro, um evento descolonizador

Editado por Irene Fait
2024-02-16 12:55:35

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Foto: Omara García Mederos

Havana, 16 de fevereiro (RHC) A 32ª Feira Internacional do Livro de Havana (FILH) é um evento descolonizador no panorama cultural de Cuba, disse Juan Rodríguez Cabrera, presidente do Instituto Cubano do Livro (ICL), na quinta-feira em Havana.

Na presença de Miguel Díaz-Canel Bermúdez, primeiro secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba (PCC) e presidente da República, Rodríguez Cabrera disse na cerimônia de abertura do Feira que, em Cuba, a leitura é uma prioridade para o governo e para as instituições educacionais e culturais, em termos do crescimento espiritual e intelectual da nação.

O também presidente do Comitê Organizador da Feira anunciou que mais de 400 escritores e promotores de 46 países estão em Cuba para participar do evento, o que permitirá o desenvolver uma Feira massiva e popular.

Detalhou que, sob o lema "Ler é construir identidade", o evento tem por objetivo incentivar a leitura e, consequentemente, promover uma cultura rica em conhecimento compartilhado.

Sobre o Brasil, convidado de honra da Feira, disse que é uma nação com a qual Cuba tem profundos laços de amizade, cooperação e solidariedade, diante da escalada da direita neoliberal no mundo.

Cuba recebe seus irmãos brasileiros de braços abertos e fará o possível para que se sintam em casa, disse Rodríguez Cabrera à delegação chefiada por Margareth Menezes, Ministra da Cultura.

Em outro trecho da fala, destacou o trabalho da filósofa e pesquisadora Isabel Monal e do professor e escritor Francisco López Sacha, personalidades às quais a 32ª edição da Feira é dedicada.

Igualmente, comentou que serão homenageados o romancista cubano Alejo Carpentier no 120º aniversário de seu nascimento e Carlos Manuel de Céspedes, Pai da Pátria, no 150º aniversário de sua morte em combate.

O evento acontece em tempos difíceis e, apesar de todos os tipos de contingências e do bloqueio imposto pelo governo dos Estados Unidos a Cuba, serão buscadas novas alianças para promover o valor dos livros em todos os seus formatos.

O FILH reafirma a importância da leitura como ferramenta essencial para combater a colonização cultural e a barbárie, como está acontecendo atualmente na Palestina, enfatizou o presidente da ICL. (Fonte: ACN)



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