A comemoração no Zimbábue do Dia da Libertação da África Austral, na quarta-feira, destacou o papel de Cuba no fim do apartheid com a afirmação do líder histórico da Revolução, Fidel Castro, de que a história continental deve ser escrita antes e depois da Batalha de Cuito Cuanavale.
As nações da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) celebraram o 38º aniversário da vitória sobre o apartheid na Batalha de Cuito Cuanavale, em território angolano, elogiando a contribuição da nação caribenha. Estava presente a embaixadora de Cuba Susellys Pérez Mesa.
Autoridades do ministério das Relações Exteriores e Comércio Internacional do Zimbábue, o tenente-general angolano Remigio do Santos e o embaixador desse país Balthazar Diego Cristóvão descreveram como decisivo o papel de Cuba na independência das nações dessa região do mundo.
Falando aos presentes, o oficial de alta patente angolano afirmou que o sucesso naquela batalha, em 23 de março de 1988, foi o ponto de virada para a libertação do continente.
Do Santos disse que as tropas internacionalistas cubanas e seus pilotos de caça desempenharam um papel fundamental.
Anteriormente, os chefes das missões diplomáticas dos Estados-membros plantaram árvores na Praça da Independência, no Museu da Libertação Africana, que, segundo o diretor regional do Ministério das Relações Exteriores, Mqabuko Spencer Dube, são símbolos de cura e resiliência, uma lembrança de que, a partir de nossas feridas, cultivamos força e unidade.
Os países-membros da SADC, por decisão de seus chefes de Estado e de Governo, estabeleceram em 2018 que, a partir do ano seguinte, 23 de março seria comemorado como o Dia da Libertação da África Austral.
Fonte: Prensa Latina
