Por María Josefina Arce.
Na Argentina, sob o governo do presidente Javier Milei, o mercado de trabalho sofreu um duro golpe. O emprego informal cresceu exponencialmente nos últimos dois anos e trouxe como resultado um número maior de cidadãos sem estabilidade econômica e proteção social.
Desde que Milei assumiu o cargo em dezembro de 2013, a nação sul-americana perdeu aproximadamente 300 mil empregos formais. Atualmente, a informalidade atinge 43%, uma das taxas mais altas dos últimos tempos.
O alarmante número significa que quase seis milhões de argentinos estão no mercado de trabalho informal, sendo a juventude o segmento populacional mais prejudicado.
Segundo o Instituto Nacional de Estatística e Censos, um dos setores mais atingidos foi o de serviço doméstico, onde quase 71% dos trabalhadores não são registrados.
Outros setores também foram afetados, como a construção civil, que perdeu 61 mil empregos, seguida pelo setor de serviços.
A queda do salário real agrava a situação, causando desigualdade e exclusão social, além de dificultar o desenvolvimento econômico.
Nesse contexto, o governo liderado por Milei enviou ao Congresso, em dezembro passado, uma proposta de reforma trabalhista rejeitada por grande parte da sociedade, que acredita que terá um impacto devastador sobre o emprego e o sistema de proteção social.
Os sindicatos, incluindo a CGT (Confederação Geral do Trabalho), a maior federação sindical da Argentina, afirmaram que não se opõem ao debate sobre mudanças no mercado de trabalho, mas argumentam que a reforma proposta não promove a criação de empregos, retira direitos dos trabalhadores e beneficia apenas as grandes empresas.
Em dezembro passado, os argentinos foram às ruas protestar contra a reforma trabalhista do governo, que consideram um ataque direto aos trabalhadores.
Em fevereiro próximo, o Congresso debaterá a proposta do governo em sessões extraordinárias. Para muitos, a mesma representa um retrocesso nos direitos trabalhistas.
