Por Roberto Morejón.
Além de tentar levar os cubanos ao desespero através da paralisia do país, o governo de Donald Trump acaba de desferir o golpe final no livre comércio global ao impor tarifas aos fornecedores de petróleo a Cuba.
Muitos cubanos descreveram a ordem executiva emitida pelo magnata imobiliário como um castigo em massa, através da qual tenta impedir que o combustível chegue à Ilha.
Para alcançar esse objetivo, acredita ser essencial ameaçar os fornecedores com penalidades financeiras quando enviem produtos para os Estados Unidos.
Em outras palavras, Washington está chantageando e extorquindo a comunidade internacional para que esta se some a um boicote a Cuba por meio do combustível indispensável para a produção de alimentos, o funcionamento de equipamentos hospitalares e a manutenção de fábricas e sistemas de abastecimento de água.
Aqueles que, ingenuamente, afirmam que o bloqueio dos EUA contra Cuba não existe, agora se deparam com mais um aperto no cerco dirigido contra a sobrevivência mesma de seus cidadãos.
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, descreveu a ordem executiva de Trump como um ato brutal de agressão contra o país e seu povo, ao qual agora querem submeter a condições extremas.
Vale ressaltar que o governo de Washington baseia sua decisão em mentiras, sendo uma delas mostrar Cuba como uma ameaça aos Estados Unidos, a ponto de declarar uma emergência nacional sobre Cuba.
Cuba não declarou guerra ao seu vizinho, nem ameaça a paz, a segurança e a estabilidade da região, e não dá abrigo a organizações terroristas.
Esses são argumentos desgastados, extraídos do arsenal midiático da Guerra Fria e contradizem a realidade, visto que a Ilha colabora no combate ao narcotráfico e ao terrorismo na região.
Os cubanos aguardam pronunciamentos de outros atores internacionais, pois se o decreto arbitrário de Trump for cumprido e a potência do norte impuser um bloqueio, isso confirmaria que o mundo está se tornando complacente diante da subserviência.
Como escreveu o ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, a situação em relação ao governo dos EUA constitui uma ameaça incomum e extraordinária, sendo apropriado declarar uma emergência internacional.
