Casa TodosInternacionalPorta-aviões dos EUA fará viagem pela América Latina

Porta-aviões dos EUA fará viagem pela América Latina

por Irene Fait
portaaviones Nimitz

Um porta-aviões americano, acompanhado por um destróier, atracará em portos de quatro países da América Latina como parte de uma viagem continental, confirmou o Comando Sul. De acordo com o plano, o USS Nimitz ancorará no Brasil, Chile, Panamá e Jamaica nos próximos meses e realizará atividades com as forças de 10 nações da região.

O navio de guerra será acompanhado pelo destróier USS Gridley, explicou um comunicado da Quarta Frota divulgado na segunda-feira, que não especificou datas ou a ordem das visitas, mas acrescentou que a viagem inclui encontros planejados com Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Peru, México, El Salvador, Guatemala e Uruguai.

Citado no comunicado, o contra-almirante Carlos Sardiello, comandante do Comando Sul da Quarta Frota, observou que o destacamento Southern Seas 2026 “demonstra nosso compromisso inabalável em garantir um Hemisfério Ocidental seguro e estável”.

O USS Nimitz tem aproximadamente 333 metros de comprimento e capacidade para 90 aeronaves, enquanto o USS Gridley oferece defesa avançada e apoio operacional, equipado com radares de alta tecnologia e sistemas de mísseis para neutralizar supostas ameaças. Juntos, os dois navios têm capacidade para transportar cerca de 6.000 tripulantes.

A visita ocorre em meio a uma crescente presença militar dos EUA na região. Desde setembro do ano passado, o Mar do Caribe tem visto a maior presença militar em décadas, sob o pretexto de combater o narcotráfico e como ponta de lança contra a Venezuela, como foi denunciado na época.

Em 3 de janeiro, o presidente Donald Trump ordenou um ataque em larga escala contra a Venezuela, que culminou no sequestro do presidente constitucional do país, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores.

Ambos foram retirados à força de Caracas e levados para uma prisão federal em Nova York, onde aguardam julgamento por acusações das quais se declararam inocentes.

Fonte: Prensa Latina

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