O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, negou na segunda-feira que houvesse conversações com o governo dos EUA, exceto contatos técnicos na área migratória. Não obstante, recordou que o governo de Havana sempre esteve aberto a um diálogo “sério e responsável”.
O primeiro secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba escreveu na sua conta nol X que “não há conversações com o governo dos EUA, exceto contatos técnicos na área migratória”.
Ao mesmo tempo, reiterou a posição histórica do governo cubano: “Sempre estivemos dispostos a manter um diálogo sério e responsável com os diversos governos dos EUA, incluindo o atual, com base na igualdade soberana, no respeito mútuo, nos princípios do direito internacional e no benefício recíproco, sem interferência em assuntos internos e com pleno respeito à nossa independência”.
Em sua mensagem, publicada em meio a crescentes ameaças contra a Ilha e declarações irresponsáveis e intervencionistas de Trump e membros de seu gabinete, Díaz-Canel destacou que a origem e a intensificação do bloqueio não têm relação com os cubanos residentes nos Estados Unidos, “empurrados para lá por essa política fracassada e pelos privilégios da Lei de Ajuste Cubano”.
Eles, acrescentou, “são agora vítimas da mudança nas políticas em relação aos imigrantes e da traição dos políticos de Miami”.
O presidente cubano lembrou que existem acordos bilaterais de migração em vigor “que Cuba cumpre escrupulosamente”. “Como a história demonstra, para que as relações entre os EUA e Cuba avancem, devem se basear no direito internacional, e não na hostilidade, nas ameaças e na coerção econômica”, enfatizou o presidente cubano.
Fonte: Cubadebate
