Casa TodosNacionalPresidente do México reitera rejeição ao bloqueio imposto pelos EUA a Cuba

Presidente do México reitera rejeição ao bloqueio imposto pelos EUA a Cuba

por Irene Fait

A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, reiterou hoje sua rejeição ao bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos a Cuba e destacou a relação histórica entre seu país e a nação caribenha.

“Não deve haver bloqueios, porque os bloqueios comerciais prejudicam as pessoas. Formalmente, são dirigidos contra governos, mas a quem prejudicam? Aos povos. Essa tem sido sempre a posição do México e continuará sendo”, disse a presidente.

Em sua habitual coletiva de imprensa, a chefe do Poder Executivo afirmou que, enquanto for presidente, essa continuará sendo a posição do país, “por Constituição e por convicção”, e observou que “o que nos aproxima do povo cubano é algo extraordinário”.

A chefe de Estado lembrou que ambos os lados mantêm uma relação de amizade “desde sempre” e o México foi a única nação a se opor ao bloqueio que Washington começou a impor na década de 1960.

“Desde então, há uma relação de amizade com o povo cubano, de colaboração e coordenação com o governo de Cuba.

Sheinbaum mencionou que a Ilha foi um dos “poucos países que se manifestaram e ofereceram solidariedade ao México com a expropriação do petróleo” em 1938, o que foi estampado em uma belíssima carta do General Lázaro Cárdenas agradecendo à nação caribenha.

Ela também aludiu à história de coordenação e comércio com Cuba. “Sempre houve colaboração com Cuba, entre outras coisas, porque acreditamos, e isso também está consagrado na Constituição, que só o povo cubano pode determinar seu próprio destino, enfatizou referindo-se também a posições assumidas por outros governos mexicanos.

Anteriormente, Sheinbaum anunciou que seu país está trabalhando para reativar os embarques de petróleo para Cuba, em meio ao endurecimento do bloqueio.

Em resposta a uma pergunta sobre a chegada de um petroleiro russo a Cuba carregado com combustível, Sheinbaum falou que o México tem enviado ajuda material e que continuará a fazê-lo.

“E também – acrescentou – o trabalho que temos com Cuba em relação aos acordos comerciais, que é à parte. A ajuda humanitária é uma coisa, e os acordos comerciais que temos com Cuba são outra, e isso também se relaciona com os carregamentos de petróleo.”

Fonte: Prensa Latina

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