Com cem participantes internacionais confirmados, incluindo figuras proeminentes da mídia, o quinto Colóquio Internacional Patria acontecerá de 16 a 18 de abril no Centro Cultural Línea y 18, em Havana.
Em uma coletiva de imprensa sobre o evento, os organizadores enfatizaram que o Colóquio será um espaço para fortalecer o trabalho e a articulação dos veículos de comunicação cubanos com publicações afins de todo o mundo, na luta da comunicação contra a crescente hostilidade do imperialismo americano.
Ricardo Ronquillo Bello, presidente da União dos Jornalistas de Cuba (UPEC), ressaltou a importância do evento no contexto da máxima pressão exercida por Washington contra a Ilha, sendo um espaço de diálogo, resistência e troca de informações entre aliados.
Ronquillo Bello também afirmou que o fórum ajuda a combater narrativas, como a utilizada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a destruição de uma civilização em meio ao conflito que trava com Israel contra a República Islâmica do Irã, que gerou inúmeras condenações tanto em Cuba quanto em várias partes do mundo.
Destacando a repercussão internacional do evento, dado o contexto atual e o curto prazo para sua organização, o presidente da UPEC afirmou que isso demonstra que Cuba não está isolada. E enfatizou a significativa participação programada em pouco tempo e o interesse da Rússia, do México e de outras nações.
O encontro contará com a participação de veículos de comunicação internacionais como Al Mayadeen, Prensa Latina, teleSUR e Russia Today. Em relação a esta última, apresentará material interativo sobre o Comandante-em-Chefe Fidel Castro Ruz em comemoração ao centenário de seu nascimento.
Este ano será inaugurada a sede permanente do projeto Patria, no antigo Centro de Credenciamento da Agência Cubana de Notícias, localizado no bairro de Vedado, em Havana.
“Queremos transformar o Colóquio Patria no Girón da comunicação do país”, afirmou o presidente da UPEC, aludindo ao 65º aniversário da vitória em Playa Girón contra a invasão mercenária organizada pelos Estados Unidos, com o objetivo de “contribuir para a invulnerabilidade da comunicação cubana”.
O evento combinará painéis simultâneos com sete oficinas de treinamento e atividades recreativas. Como novidade, as oficinas serão realizadas virtualmente para superar a complexa escassez de combustível e garantir a participação de comunicadores de todas as províncias.
O Colóquio incluirá atividades e oficinas para crianças e adolescentes, apresentações artísticas diárias e exibições de filmes. Diversos livros serão lançados durante o evento, incluindo “Playa Girón na ONU”, publicado pela Ocean Sur.
A aspiração da UPEC é que o Colóquio Patria transcenda o debate teórico e se torne “uma festa do conhecimento” disponível em Havana tanto para moradores quanto para visitantes.
A batalha pela comunicação é uma das que devem ser travadas contra as forças de extrema-direita, concluiu o presidente da UPEC.
Fonte: Agência Cubana de Notícias
