O secretário-geral do Partido Socialista Unido da Venezuela, Diosdado Cabello, anunciou na segunda-feira que tinham sido soltas 808 pessoas privadas de liberdade e negou qualquer envolvimento de organizações não governamentais (ONGs) no processo.
Em sua tradicional coletiva de imprensa de segunda-feira, desta vez no estado de La Guaira, o dirigente político confirmou que a decisão tinha sido tomada pelo presidente constitucional, Nicolás Maduro, atualmente preso nos Estados Unidos junto com a esposa Cilia Flores.
Cabello enfatizou que uma revisão está em andamento como parte de um processo iniciado antes de dezembro de 2025 e que, até o momento, 808 pessoas foram colocadas em liberdade.
Reiterou que passou o dia 3 de janeiro e as instruções do presidente constitucional continuam sendo cumpridas pela presidente interina, Delcy Rodríguez.
Em relação às ONGs, afirmou que estão tentando receber pagamentos dos detidos e ” eles não querem pagar e estão enloquecidos porque não têm a lista”.
Garantiu que não há nenhuma lista proposta por nenhuma dessas organizações, mas elas querem cobrar porque “são mafiosos e extorsionários”.
Não nos reunimos com nenhuma organização não governamental para esse fim, e insistiu no caráter unilateral da medida.
O membro do Bureau Político do PSUV afirmou que continuarão revisando os casos e reafirmou que aqueles que cometeram crimes de homicídio, tráfico de drogas e pedofilia não terão nenhuma chance de liberdade.
Na Venezuela, reiterou, não existem presos políticos, mas sim pessoas que cometeram crimes, e “não temos nada a esconder, nem isso está relacionado a qualquer tipo de pressão”, enfatizou.
Cabello declarou que continuarão revisando os casos por ordem da presidente interina e de Maduro para “a convivência e a paz interna di país”.
Ressaltou que o PSUV apoia todas as iniciativas de Delcy Rodríguez “para a estabilização e a tranquilidade” e lembrou que têm três prioridades: a libertação do casal presidencial e seu retorno à Venezuela; Tranquilidade e paz no território nacional; e assegurar o desenvolvimento econômico sustentável do país.
