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Os ovos da serpente

Os chamados “grupos de ódio” são muitos e se multiplicam rapidamente. Tais grupos pregam o racismo, a supremacia branca e a xenofobia nos Estados Unidos e, nos últimos anos, são cada vez mais visíveis; a origem de alguns está nas raízes históricas dessa nação.

O tema veio à tona após os recentes acontecimentos na cidade de Charlottesville, mas, em verdade, o sucedido foi apenas uma amostra de que aquela sociedade carrega dentro sementes malignas que podem dividi-la e fragmentá-la se não encarar o problema seriamente.

Quantos são e qual é o poder dos mencionados grupos? Esta é a pergunta que muitos fazem. Segundo o Suthern Poverty Law Center - uma organização dedicada a defender os direitos civis - existem, hoje em dia, 1.600 grupos extremistas nos Estados Unidos, embora muitos sejam apenas pequenas camarilhas praticamente sem capacidade de ação.

Outros, contudo, contam com anos de experiência. Certamente, o mais conhecido é o tenebroso Ku Klux Klan cujas siglas KKK semearam o terror desde sua fundação após a derrota das tropas racistas na Guerra de Secessão em 1865. No começo, operava no sul dos EUA, mas após sucessivas reorganizações se espalhou pelo país todo.

Nos primeiros anos, seus alvos eram os cidadãos negros descendentes de escravos, porém seu ódio se estendeu aos judeus, aos imigrantes e, hoje em dia, também alcança as comunidades: gay, lésbicas, travestis e transexuais.

Calcula-se de cinco mil a oito mil o número de seus membros, mas exercem influência em muitos mais, em todo o país, e incluem grupos como Os Cavalheiros Brancos e os Cavalheiros Tradicionais dos Estados Unidos. Quem achar que o KKK é apenas história de gibis ou filmes do oeste norte-americano está muito enganado.

Menos conhecida, porém mais insidiosa é a chamada “direita alternativa”, conhecida pela expressão “alt-right”, que se difundiu rapidamente com o uso das novas tecnologias, especialmente a internet e as redes sociais.

Para muitos, se trata da força de choque da campanha eleitoral do atual presidente Donald Trump, embora suas manifestações extremistas, incluída a chamada a realizar uma “limpeza étnica” obrigou o magnata a se distanciar deles.

É muito difícil calcular quantos membros tem essa tal direita alternativa, porém vários políticos e intelectuais de extrema direita famosos aparecem entre seus fundadores e ideólogos.

Há, também, uma variedade de grupos neonazistas, como o partido American Nazi, o Movimento Nacional Socialista e outros similares. O curioso é que são amparados pela Primeira Emenda da Constituição e a Suprema Corte de Justiça, assim podem exibir símbolos de Adolf Hitler: uniformes e suásticas, que são proibidos em muitos países.

O denominador comum destes e doutros é pregar a supremacia branca, o racismo, a xenofobia, o ódio ao diferente ou estranho. O pior é que o número deles está aumentando, e o acontecido em Charlottesville é apenas a ponta de um iceberg que poderia afundar os EUA e afetar o planeta todo, como já ocorreu antes. (Guillermo Alvarado)

 

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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