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COP 25: compromissos e não palavras

Por Maria Josefina Arce

A mudança climática centra a atenção do mundo, que foi testemunha em 2019 de vários desastres naturais. Houve intensos furacões e incêndios na Amazônia e Austrália que ameaçaram o habitat de inúmeras espécies de plantas e animais e constituem uma advertência sobre o risco de vida no planeta.

Desde segunda-feira passada e até o dia 13 de dezembro, Espanha sedia uma nova reunião de cúpula da ONU sobre o tema COP 25 que reúne representantes de inúmeras nações e busca propulsar o Acordo de Paris para conter o aquecimento global.

O acordo – adotado em 2015 na Cúpula do Clima em Paris – objetiva limitar as emissões de gases de efeito estufa que causam a subida das temperaturas no planeta.

O secretário geral da ONU Antonio Guterres afirmou que “o ponto de não retorno não está distante no horizonte, se vê e se aproxima de nós a toda velocidade”.

De fato, os cientistas explicam que os compromissos contraídos em Paris não são suficientes para evitar as conseqüências mais desastrosas do aquecimento global em termos de subida do nível do mar, estiagem, tempestades e outros impactos.

O mais recente relatório da Organização Meteorológica Mundial confirma esta realidade: 2014 a 2019 foi o período de temperatura mais alta da história.

Nesse ínterim – assinala o documento – acelerou-se o aumento do nível do mar, que poderia ser maior no futuro imediato levando em conta a repentina diminuição das camadas de gelo da Groenlândia e a Antártida, onde, nesta última, aumentou ao menos seis vezes desde 1979.

O estudo sublinha que o panorama é o mesmo em qualquer lugar do planeta: o aquecimento global induzido pelo ser humano está afetando a escala e a intensidade dos eventos meteorológicos extremos, como as ondas de calor e os incêndios florestais.

Em meio a esta situação, os delegados esperam aproveitar o encontro de Madri para propulsar o processo que defrontará um momento crucial no ano que vem, quando os governos deverão encaminhar propostas mais ambiciosas para diminuir a produção de gases de efeito estufa.

Contudo, este esforço se complica com a decisão do governo do presidente norte-americano Donald Trump de sair formalmente do pacto. Aliás, sua decisão foi muito criticada pela comunidade internacional.

Salvar a vida no planeta e fazer com que seja melhor, não só agora, mas também para as futuras gerações exige menos palavras e compromissos maiores e concretos. Como advertira em 1992 o líder histórico da Revolução Cubana, Fidel Castro na Cúpula do Rio de Janeiro: a espécie humana corre risco de extinção.

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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