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Artemisa presta tributo aos mártires do 26 de Julho

A cidade cubana de Artemisa foi berço de muitos dos participantes dos ataques aos quarteis Moncada e Carlos Manuel de Céspedes em 26 de julho de 1953. Neste sábado, prestou homenagem aos que tombaram nessa ação histórica.

Naquela data, um grupo de jovens revolucionários tentou tomar os dois bastiões da então ditadura de Fulgencio Batista, o primeiro situado em Santiago de Cuba e o segundo em Bayamo.

As operações fracassaram do ponto de vista militar, porém, tiveram grande repercussão política e transcendência moral, e significaram o ponto de partida da luta armada contra o regime.

Neste ano, decidiu-se que Artemisa seria a sede do ato central do 26 de Julho, Dia da Rebeldia Nacional em Cuba. Dessa localidade partiram 41 dos participantes da ação revolucionária. Dezessete deles morreram no enfrentamento armado ou foram assassinados pelo exército logo depois.

O Comandante da Revolução Ramiro Valdés, um dos que atacaram o quartel Moncada, foi designado para fazer o discurso. Ramiro, que na época tinha apenas 21 anos de idade, nasceu em Artemisa.

Ele esteve entre os 27 combatentes capturados e julgados pelo Tribunal de Urgência de Santiago de Cuba. Foi confinado no cárcere de Boniato, transferido ao chamado Presídio Modelo na então Ilha de Pinos, e solto em 1955 junto aos demais graças à pressão popular.

Outro dos jovens sobreviventes da ação de 26 de Julho, Ciro Redondo, disse publicamente: “O sangue derramado não pode ser esquecido. Temos de continuar lutando com mais força, mais patriotismo”.

Dessa maneira, expressou o sentimento dos jovens que posteriormente se engajaram na luta guerrilheira nas montanhas da Serra Maestra e nas ações clandestinas nas cidades e povoados.

Recentemente, Artemisa e seus arredores se tornaram província, junto com Mayabeque. As duas localidades faziam parte da extinta província de Havana. A modificação territorial foi aprovada há três anos na Assembleia Nacional do Poder Popular.

Desde então, o território mostra grandes avanços do ponto de vista econômico e social, graças a um novo modelo de gestão do governo. A experiência será aplicada até 2016, antes de estendê-la ao resto do país.

Nos últimos meses foram remodeladas instalações esportivas e culturais, além de centros de saúde e hospitais. Também foram realizadas obras para melhorar as redes de transmissão e distribuição de eletricidade, e aplicadas iniciativas noutros setores.

Destaque para a nova Zona Especial de Desenvolvimento de Mariel, criada nos arredores do porto do mesmo nome. Este será um dos principais fatores de desenvolvimento da província e da nação.

(M.J. Arce, 26 de julho)


 

Editado por Juan Leandro
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