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Assembleia Geral da ONU aprova resolução contra bloqueio norte-americano a Cuba

Foto: AFP.

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Havana, 1º de novembro (RHC).- A Assembleia Geral da ONU aprovou nesta quinta-feira uma resolução, apresentada por Cuba, que pede o fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos EUA há quase 60 anos. O documento teve 189 votos a favor e apenas dois contra (EUA e Israel). Não houve abstenções.

Em discurso prévio à votação, o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, disse que o bloqueio constitui o principal obstáculo ao desenvolvimento do país e à implementação dos objetivos da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável, além de violar os direitos humanos e os princípios da Carta da ONU e do Direito Internacional.

“É um ato de agressão e de guerra econômica, que quebranta a paz e a ordem internacional”, denunciou Rodríguez. Apontou que o cerco dificulta o exercício do direito à livre determinação, à paz, ao desenvolvimento, à segurança e à justiça do povo cubano, e vulnera regras do comércio e da liberdade de navegação reconhecidas universalmente.

Também lesiona os princípios da Proclama da América Latina e o Caribe como zona de paz, se opõe ao consenso da CELAC – Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos e do mundo, e provoca o isolamento e descrédito do próprio governo dos EUA, indicou o chanceler de Cuba.

Em seu discurso na Assembleia Geral, sublinhou que o bloqueio, aplicado desde o começo dos anos 60, tem ocasionado prejuízos a Cuba de mais de 933 bilhões de dólares, dificultando o crescimento do Produto Interno Bruto desta nação. Mesmo assim – destacou Rodríguez – Cuba teve avanços econômicos e presta ajuda solidária a outros países, além de ter alcançado níveis de desenvolvimento humano e justiça social reconhecidos universalmente.

Advertiu que se intensificou a aplicação extraterritorial do bloqueio, especialmente quanto a perseguir toda transação financeira, operação bancária ou concessão de créditos a Cuba, e revelou que mais de 100 bancos em terceiros países fecharam contas ligadas a embaixadas e consulados cubanos no exterior por causa das pressões do governo dos EUA.

Bruno Rodríguez referiu-se às restrições geradas pelo cerco norte-americano no setor da saúde pública, e mencionou várias companhias norte-americanas que se negam a vender equipamentos, medicamentos e insumos hospitalares a Cuba. Muitas pessoas morrem sem dispor dos tratamentos mais certeiros para suas enfermidades por causa do bloqueio norte-americano, advertiu o Chanceler.

Quanto às emendas ao documento apresentadas pela representação dos EUA na ONU, Rodríguez denunciou que o propósito deturpar a essência e foco da resolução contra o bloqueio, aprovada em 26 ocasiões anteriores pela Assembleia Geral. Querem fabricar um pretexto para continuar endurecendo o cerco, apontou. As oito emendas foram rejeitadas no plenário da Assembleia Geral por imensa maioria.

“Cuba está disposta a falar sobre direitos humanos e desenvolvimento sustentável em qualquer órgão, momento e sobre qualquer tema pertinente da agenda, e incentiva o diálogo e a cooperação nessas questões”, sublinhou o Chanceler.

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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