Condenam vigência do bloqueio norte-americano a Cuba

Havana, 16 de abril (RHC).- Em vários países foi condenada a vigência do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos EUA a Cuba há quase 60 anos, endurecido nos últimos tempos pelo presidente Donald Trump.

Na Grã-Bretanha, 51 membros do Parlamento enviaram carta ao secretário de Estado para Assuntos Exteriores e da Mancomunidade e primeiro-ministro interino, Dominic Raab, pedindo que o governo faça uma declaração pública exigindo dos EUA suspender o cerco a esta Ilha em meio à pandemia.O texto aponta que autoridades e organizações internacionais têm solicitado a Washington que permita a chegada de ajuda humanitária a Cuba para enfrentar a Covid-19.

Menciona manifestações nesses termos da Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, da ministra de Assuntos Exteriores da Espanha, Arancha González, e do Alto Representante da União Europeia para Assuntos Exteriores, Josep Borrell. Todos pediram a suspensão das sanções aplicadas pelos EUA a Cuba e outras nações para facilitar a entrega de medicamentos e insumos essenciais no combate ao coronavírus.

O deputado britânico Grahame Morris lembrou que as autoridades cubanas permitiram a entrada do cruzeiro “MS Braemar” para a evacuação humanitária de seus passageiros e ofereceram o medicamento interferon alfa2B para o tratamento dos doentes. “A demanda central é humanitária: agora é tempo de cooperação além das fronteiras, e não de agressão e bloqueio”, indicou o legislador.

Por sua vez, na Bélgica, a organização Amigos de Cuba disse que o governo norte-americano mantém o bloqueio com um cinismo criminoso sem limites, em momentos em que deve imperar a solidariedade. Freddy Tack, vice-presidente da entidade surgida há mais de 50 anos, disse que em meio à pandemia o governo dos EUA ataca de maneira cega países de todos os continentes, e proíbe até a venda de equipamentos de ventilação artificial para atender pacientes da Covid-19. “Todos sabem que os respiradores são equipamentos chave no combate à pandemia, para assistir os doentes graves”, ressaltou o ativista belga.

Na Áustria, a Associação de Amizade com Cuba lançou a campanha “Ajudemos Cuba a ajudar”, encaminhada a arrecadar fundos de apoio à aquisição de insumos médicos, equipamentos e reagentes para esta Ilha. “Muitos dispositivos e materiais médicos são especialmente difíceis de obter para Cuba porque os possíveis provedores são ameaçados pelos EUA com sanções. Isso torna a aquisição particularmente onerosa para Cuba, e em alguns casos impossível”, aponta a organização, fundada em 1969. Os ativistas já enviaram 15 mil euros ao Instituto de Medicina Tropical “Pedro Kouri”, com sede em Havana.

Na China, mais de 40 empresas e instituições estão preparando doações de insumos médicos para ajudar Cuba a fortalecer sua capacidade de enfrentamento à pandemia. O embaixador cubano em Pequim, Carlos Miguel Pereira, disse que na lista de doadores há vários ministérios, organismos do governo e do Partido Comunista da China, e empresas como a SKN, Geely, Xiamen Carisol, BPL e Beya Time.

Editado por Lorena Viñas Rodríguez



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