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Chanceler cubano rejeita declarações do seu homólogo dos EUA

Havana, 21 de maio (RHC).- O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, rejeitou declarações do secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, em torno de que os cubanos comemoram a data de 20 de maio, quando foi instaurada no país uma república neocolonial subordinada aos interesses dos EUA. O fato ocorreu logo após o fim da guerra de independência.

“O secretário de Estado dos EUA mente. Os cubanos não celebramos o 20 de maio. É uma data festiva somente para os que mantêm pretensões de dominação imperialista sobre Cuba. Confira a história”, postou Rodríguez no Twitter.

Pompeo tinha feito um chamamento à unidade e a um futuro próspero para as famílias, sem se referir aos efeitos da política hostil de Washington contra Cuba, especialmente as restrições impostas pelo bloqueio econômico, comercial e financeiro vigente há quase 60 anos e endurecido com a aplicação plena da Lei Helms-Burton.

Por sua vez, o ministro cubano de Comércio e Investimento Estrangeiro, Rodrigo Malmierca, sublinhou que a mensagem do alto funcionário norte-americano constitui uma manipulação histórica e política.

Nesse contexto, Carlos Fernández de Cossío, diretor-geral para os EUA na Chancelaria cubana, denunciou a escalada de agressões contra esta Ilha desde que o presidente Donald Trump chegou à Casa Branca. “Este governo tomou medidas extremas, como a de tentar impedir a chegada do combustível que requer nossa economia para funcionar”, apontou num encontro com jornalistas em Havana.

Disse que o governo norte-americano apela a mentiras para lançar suas campanhas, reduziu os contatos oficiais entre os dois países e o intercâmbio acadêmico, cultural, religioso e esportivo, suspendeu os voos regulares diretos, incrementou o cerco econômico e intensificou as manobras para cercear a colaboração médica cubana no exterior.

Fernández de Cossío ressaltou o efeito extraterritorial do cerco de Washington ao lembrar que um produto, mesmo fabricado em terceiros países, não pode ser vendido a Cuba se tiver mais de 10% de componentes dos EUA. Também, as dificuldades para adquirir insumos e equipamentos médicos de empresas de propriedade ou sob controle de capital norte-americano, mesmo na situação atual de pandemia.

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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