Uma delegação da Rede de Artistas e Intelectuais em Defesa da Humanidade (REDH) entregou chamamento ao papa Leão 14 em favor dos povos de Cuba e da Venezuela, feridos pelos Estados Unidos.
Um artigo publicado pelo jornal Il Faro di Roma, assinado por Luciano Vasapollo e Salvatore Izzo, membros da seção italiana da REDH, afirma que, em um encontro com o papa, lhe pediram “que rezasse pelo povo cubano assediado, com um bloqueio econômico que, já cruel, tornou-se implacável”.
O Santo Padre, segundo o artigo, ouviu preocupado a exposição sobre o “risco de uma dramática crise humanitária” que a Ilha enfrenta, após o presidente dos EUA Donald Trump ter assinado, em 29 de janeiro, uma ordem executiva para bloquear, por meio de tarifas, o fornecimento de petróleo para Cuba.
Ambos os membros do movimento internacional anti-imperialista e solidário também pediram ao papa que “rezasse pelo povo da Venezuela, ferido pelo ataque militar de 3 de janeiro”, e também pelo seu presidente, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, “sequestrados e levados para os Estados Unidos sem nenhuma legalidade internacional”.
“Uma situação absurda”, dissemos ao Papa, que concordou conosco e nos assegurou suas orações por essas intenções”, observaram Vasapollo e Izzo, enfatizando que Leão 14 destacou “o mesmo afeto e o mesmo compromisso, testemunhados pelos últimos papas pós-conciliares, com os sofrimentos da América Latina”.
“Constatamos que estava muito interessado nas questões que levantamos e também bem informado, nos confessou, por exemplo, que sabia da realidade associativa da REDH que mencionamos”, acrescentaram os dois ativistas em seu depoimento sobre este encontro marcante com o líder da Igreja Católica.
“Em um tempo marcado por conflitos, violência e opressão, sentimos a necessidade de invocar o poder espiritual da oração para que a justiça, o diálogo e o respeito por todos os povos prevaleçam, para além de qualquer divisão política ou ideológica”, afirma o texto.
“Estamos convencidos de que a voz da Igreja, quando se eleva em defesa da dignidade humana e da paz, representa um sinal de esperança para os povos e as nações”, reafirma o artigo.
Invoca-se o “testemunho constante de atenção aos mais vulneráveis, o apelo ao direito internacional e a promoção da paz” do Papa Leão 14 e se expressa a esperança de que, diante desses acontecimentos anacrônicos e desumanos, “se abram caminhos de verdade, reconciliação e respeito aos direitos fundamentais”.
Fonte: Prensa Latina
