Por Roberto Morejón.
No Dia Internacional do Trabalhador, milhões de pessoas em todo o mundo marcharam ou se reuniram para compartilhar suas preocupações sobre a distribuição da riqueza, as condições de trabalho e o futuro de seus empregos.
Para os que foram convocados pelos sindicatos, ou se juntaram espontaneamente às manifestações, o Dia do Trabalhador é uma oportunidade de comemoração e de expressar suas reivindicações, que muitas vezes são ignoradas ou desrespeitadas.
Em Primeiro de Maio aconteceram as manifestações tradicionais por aumentos salariais e contratos estáveis, mas também surgiu, particularmente na Europa, a denúncia daqueles que sentem que seus salários estão sendo dizimados pelos alugueis.
Para muitos, a moradia afeta sua dignidade, pois argumentam que ter um emprego seguro não garante a capacidade de pagar aluguéis cada vez mais elevados.
Em outras cidades, sindicalistas exibiram cartazes e entoaram slogans sobre o paradoxo da recuperação econômica em alguns países, enquanto famílias e comunidades, especialmente aquelas com salários baixos e médios, experimentam menos bem-estar real.
A crítica à inflação também esteve presente nas manifestações nas ruas e praças, com gente argumentando que é impossível arcar com preços exorbitantes com rendas escassas.
Na Argentina, demonstraram como os salários dos trabalhadores perderam até 40% do seu poder de compra nos últimos dois anos, coincidindo com o governo do político de extrema-direita Javier Milei.
A julgar pelas reivindicações relatadas, os empregadores ainda se opõem à negociação coletiva com os trabalhadores e seus representantes, persistem no uso de contratos temporários e se recusam a criar garantias de uma vida mais digna para os assalariados.
Não foi surpresa ouvir como os trabalhadores são forçados a assumir empregos adicionais para cobrir necessidades básicas e outras despesas familiares, chegando a trabalhar mais de 15 horas por dia.
O Dia do Trabalhador, portanto, é mais do que uma data histórica; permite visibilizar as queixas e frustrações, expressar o desespero com os políticos que se esqueceram de suas promessas de campanha e exigir melhorias nos serviços públicos.
Os trabalhadores exigem o cumprimento de seus direitos legalmente protegidos em tempos turbulentos, em que as tensões geopolíticas tornam a vida cotidiana ainda mais precária.
