O papa Leão 14 reafirmou seu apelo para que todos abracem responsavelmente o compromisso de conseguir a paz mundial, segundo comunicado divulgado hoje.
Na introdução à versão em inglês de seu livro “A Paz Esteja Convosco”, o papa expressou a necessidade da paz “em um mundo ferido por tantos conflitos e devastado por hostilidades sangrentas”, onde “o nacionalismo extremo atropela os direitos dos mais vulneráveis”, de acordo com uma nota publicada no Vatican News.
O volume de 128 páginas, publicado pela primeira vez em agosto de 2025 pelo Vaticano, reúne os pensamentos, meditações e homilias do Bispo de Roma, com ênfase particular na paz, não violência e fraternidade como antídoto ao extremismo e à injustiça.
“Nosso coração é o campo de batalha mais importante”, e “é nele que devemos aprender a vitória incruenta, porém necessária, sobre os impulsos da morte e as tendências à dominação”, pois “somente corações pacíficos podem construir um mundo de paz”, afirma nas observações introdutórias da nova edição de seu livro.
“O coração é a fonte da paz. Nele, devemos aprender a nos encontrar em vez de nos confrontar, a confiar em vez de desconfiar, a ouvir e compreender em vez de nos isolarmos dos outros”, enfatiza o Santo Padre.
“Antes de ser destruída no campo de batalha, a paz é derrotada no coração humano quando cedemos ao egoísmo e à ganância, e quando permitimos que os interesses egoístas prevaleçam em vez de buscarmos o bem comum”, afirma.
“A paz é um dos grandes temas do nosso tempo e é tanto uma dádiva quanto um compromisso”, declara o líder da Igreja Católica nesse texto, acrescentando que “quando nos recusamos a ouvir as histórias dos outros, começamos a despojá-los de sua dignidade” e que “despersonalizar os outros é o primeiro passo para qualquer guerra”.
O papa Leão 14 considera, neste novo chamamento à paz, que a política e a comunidade internacional têm a responsabilidade de facilitar a mediação em conflitos, utilizando a arte do diálogo e da diplomacia.
E pediu a Deus que “conceda ao nosso mundo, a todos os povos, especialmente aos mais esquecidos e aos que mais sofrem, a bendita graça de uma paz justa e duradoura”.
Fonte: Prensa Latina
