O Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP) expressou sua mais veemente condenação aos ataques militares perpetrados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã. Em declaração, a organização afirmou que a ação militar constitui uma flagrante violação do Direito Internacional e da Carta das Nações Unidas, e mina brutalmente a soberania e a integridade territorial daquela República Islâmica, bem como a frágil estabilidade regional.
É particularmente grave e revelador que este ataque tenha ocorrido apenas um dia após a conclusão de uma nova rodada de negociações sobre o programa nuclear iraniano em Genebra, negociações que, segundo os próprios mediadores, registraram “progressos significativos”, observou a declaração.
Nesse sentido, destacou que, ao lançar essa ofensiva, os Estados Unidos e Israel minaram deliberadamente a via diplomática e optaram pela imposição unilateral de sua vontade pela força bruta, ignorando os apelos da comunidade internacional por uma solução negociada.
As declarações emitidas pelos líderes de Washington e Tel Aviv são igualmente alarmantes e demonstram a natureza mesquinha e ilegal de seus interesses, afirmou o ICAP.
O presidente Donald Trump justificou a operação com o objetivo explícito de alcançar uma “mudança de regime” e instou o povo iraniano a travar uma guerra civil para derrubar o governo atual, enquanto Benjamin Netanyahu expressou sua aspiração de “eliminar a ameaça existencial” para o regime sionista.
Esses pronunciamentos – diz o texto – constituem uma interferência inaceitável nos assuntos internos de um Estado soberano e merecem a condenação da comunidade internacional.
Expressando seu compromisso com o multilateralismo e a paz, a ICAP exigiu que os mecanismos e instituições internacionais competentes para a resolução de conflitos ajam de acordo e responsabilizem os autores desses ataques.
A paz mundial não pode ser subordinada aos interesses geopolíticos daqueles que, desrespeitando a lei, buscam impor sua hegemonia por meio da destruição e da morte, finaliza o texto.
Fonte: Prensa Latina
