A Casa Branca esclareceu na segunda-feira que não houve alteração na política de sanções dos Estados Unidos (bloqueio) em relação a Cuba, após o anúncio do presidente Donald Trump de que permitiria a entrada de um petroleiro russo na Ilha.
A secretária de imprensa Karoline Leavitt afirmou: “Continuamos reservando-nos o direito de apreender embarcações que se dirijam a Cuba e violem a política de sanções dos EUA”. Acrescentou que “o presidente e o governo também reservam-se o direito de suspender tais apreensões, caso a caso”.
Questionada por um repórter sobre se mais petroleiros russos seriam autorizados a chegar a Cuba neste momento, a porta-voz, numa tentativa de desviar a pergunta, respondeu: “Não, não foi isso que eu disse”. “Será avaliado caso a caso”, e passou a palavra a outro jornalista.
Antes da iminente chegada a Cuba de um petroleiro com bandeira russa, Trump falou, um dia antes, que preferia deixar passar e não tinha objeções a que o país caribenho recebesse o combustível.
“Temos um petroleiro lá fora. Não nos incomoda se alguém recebe um carregamento de petróleo, porque precisam sobreviver”, comentou Trump a bordo do Air Force One, em uma declaração que alguns interpretaram como uma mudança de postura.
“Se um país quiser enviar petróleo para Cuba agora, não tenho problema nenhum com isso”, observou o presidente. “Prefiro deixar passar, seja a Rússia ou outro país”, acrescentou explicando que “as pessoas precisam de aquecimento (Cuba é um país tropical), refrigeração e todas as outras coisas necessárias”.
Em 29 de janeiro, Trump assinou uma ordem executiva declarando “estado de emergência nacional” em relação a Cuba, citando o que Washington chamou de “ameaça incomum e extraordinária” que a Ilha representava para os Estados Unidos.
Com base nisso, o presidente anunciou que aplicaria tarifas aos países que fornecessem petróleo a Cuba, além de ameaças e coerção contra os Estados que desrespeitassem a ordem executiva.
O ministério do Transporte russo esclareceu a situação em seu site oficial na segunda-feira.
O navio-tanque russo Anatoly Kolodkin, transportando uma carga humanitária de 100 mil toneladas de petróleo bruto, chegou a Cuba.O navio está no porto de Matanzas aguardando o descarregamento.
Fonte Prensa Latina
