O presidente Miguel Díaz-Canel explicou com exclusividade ao canal de notícias russo RT que o governo cubano tenciona implementar mudanças antes do meio do ano.
“Estamos considerando também uma reestruturação de todo o aparato estatal, administrativo e empresarial — ou seja, reduzir a burocracia”, afirmou.
Detalhou que buscam “mecanismos e estruturas mais “simples, eficientes e dinâmicas que permitam uma gestão governamental mais dinâmica”.
Díaz-Canel explicou que as autoridades estão atualmente “na fase de concepção”, observando que “a primeira etapa da proposta” já foi desenvolvida e está “agora sob revisão por um grupo de especialistas para que, com essa consulta, possamos começar a avançar”.
Há um grupo de trabalho estudando as características de todas as funções estatais atualmente desempenhadas pelas agências existentes da Administração Central do Estado para ver quais podem ser integradas, resultando em menos ministérios, menos estruturas intermediárias entre [o governo central e as províncias e municípios] e, claro, todo um conjunto de procedimentos de administração pública que facilitem isso”, explicou.
O chefe de Estado cubano afirmou que se trata de que “o município se concentre mais no que se chama de governo centrado no cidadão, que o município trabalhe mais em coisas que o aproximem dos cidadãos de seu território”.
Díaz-Canel rejeitou a comparação de que seu país poderia seguir o mesmo caminho da Venezuela, após o sequestro do presidente Nicolás Maduro pelos EUA em 3 de janeiro.
“O que posso garantir é que aqui temos um povo pronto para lutar”, enfatizou à RT, lembrando os 32 combatentes cubanos que perderam a vida defendendo o presidente venezuelano.
Recordou que “Cuba é uma nação que está sob bloqueio há mais de 60 anos, resistindo às agressões. Sempre fomos atacados e sobrevivemos. Resistimos a essas agressões e conseguimos avançar, embora não tenhamos conquistado tudo o que sonhamos e tudo o que desejamos.”
A entrevista ocorreu no contexto do 5º Colóquio Internacional Patria, realizado em Havana de 16 a 18 deste mês, e que prestou homenagem ao centenário de nascimento do líder histórico da Revolução Cubana, Fidel Castro(1926-2016).
Fonte: RT
