Fortes manifestações de solidariedade a Cuba e de rejeição às medidas coercitivas impostas pelo governo dos Estados Unidos, que também ameaça com uma intervenção militar contra a Ilha, ocorreram na Colômbia nas últimas horas. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, condenou um potencial ataque armado contra a nação caribenha e considerou tal ato uma afronta a toda a região.
“Não concordo com uma agressão militar contra Cuba porque isso é uma agressão militar contra a América Latina. Já dissemos que o Caribe é uma zona de paz e isso deve ser respeitado. Os cubanos e as cubanas são os únicos donos de seu país. O continente americano viverá em paz se ninguém se propuser a se impor sobre os outros”, escreveu ele em sua conta na rede social X.
Da mesma forma, afirmou em sua mensagem que este “é o continente da liberdade, não das invasões”.
Mais tarde, o chefe de Estado expressou ainda que Cuba tem sido submetida a “um bloqueio criminoso há décadas” e que “aqueles que querem invadi-la só irão inflamar a violência política em toda a América Latina”.
Anteriormente, a Associação de Cubanos Residentes na Colômbia (ACRC) rejeitou as ameaças de intervenção militar dos EUA na Ilha e a nova ordem executiva que intensifica o bloqueio imposto há mais de seis décadas.
O grupo afirmou em seu comunicado que o povo cubano celebrou o Dia Internacional do Trabalhador com a premissa de defender seu país, rejeitar a guerra, repudiar o bloqueio unilateral e apoiar o direito à autodeterminação.
Enfatizou que, poucas horas após essa manifestação, o governo dos EUA assinou outra ordem executiva contendo “muitas mentiras e absurdos”, alegando que Cuba representa uma ameaça aos Estados Unidos. “Cuba não está e nunca estará sozinha. Da Colômbia, continuaremos a denunciar e apoiar a Ilha em tudo”, concluiu o comunicado.
O Movimento Colombiano de Solidariedade com Cuba (MCSC) também condenou as novas medidas coercitivas impostas pelos Estados Unidos contra a ilha, bem como as crescentes ameaças de intervenção militar.
A organização descreveu o conjunto de medidas contra Cuba como “repudiável, ilegal e abusiva”, e enfatizou ainda que causa escassez de combustível e dificuldades de acesso aos mercados internacionais e na manutenção das relações comerciais.
Fonte: Prensa Latina
