Para Julio Fuentes, presidente da Confederação Latino-Americana e Caribenha de Trabalhadores do Estado (CLATE), que leu a declaração em um fórum internacional recente em Havana, “Cuba não deixa de surpreender”.
“Manter o patriotismo em meio às enormes dificuldades de subsistência é quase inimaginável nesta era da globalização”, disse Fuentes à Prensa Latina.
CLATE é uma das organizações que promove a atual campanha de solidariedade “Estamos com Cuba”, uma iniciativa do Movimento Argentino de Solidariedade (MASCuba) para arrecadar fundos para a compra de equipamentos solares e enviá-los à Ilha.
“Como argentino, comparo isso ao êxodo de Jujuy, há 200 anos, ou à resistência contra os invasores nas ruas de Buenos Aires, ou com a coragem demonstrada pelos soldados recrutados nas Malvinas, que, apesar dos recursos inferiores, colocaram o patriotismo acima de tudo”, explicou o líder sindical.
E continuou: “No Dia do Trabalhador, em 1º de Maio, em Havana, vi centenas de milhares de pessoas mobilizadas nas ruas, convencidas”. “Fui a Cuba”, relatou, “para ouvir mais do que para falar, não para dizer a ninguém o que acho que deve ser feito, mas para aprender o que deve ser feito nestes tempos difíceis. Ter a maior potência da história da humanidade ameaçando destruir e subjugar vocês, a poucos quilômetros do seu território, é inimaginável”, descreveu.
“Nós, homens e mulheres que acreditamos que outro mundo é possível, temos a obrigação, perante a história da humanidade, de impedir que Cuba seja subjugada pelos Estados Unidos. Essa é a posição que devemos ocupar já, este é o momento”, declarou Fuentes, demonstrando seu apoio ao povo cubano.
Fonte: Prensa Latina
