O presidente dos EUA, Donald Trump, concluiu uma visita à China focada na estabilização das relações bilaterais, no fortalecimento da confiança mútua e na abertura de novas vias para a cooperação econômica.
Segundo o lado chinês, os dois líderes concordaram em promover uma relação estratégica estável e construtiva entre a China e os EUA pelos próximos três anos e além.
Para lá das declarações que indicam uma atmosfera positiva para o diálogo sobre diversos temas, pouco se sabe neste momento sobre os detalhes dos múltiplos encontros entre os dois presidentes.
Donald Trump anunciou que importantes acordos comerciais foram firmados em benefício de ambas as nações e já havia declarado, em entrevista à Fox News, que a China concordou em comprar soja e petróleo dos Estados Unidos.
O ministério das Relações Exteriores da China afirmou que os dois lados chegaram a um consenso sobre “como abordar adequadamente as preocupações mútuas” e concordaram em fortalecer a “comunicação e a coordenação em questões internacionais e regionais”.
O republicano chegou a Pequim acompanhado por cerca de 30 CEOs de grandes empresas americanas de diversos setores, incluindo Elon Musk (Tesla, X), Jensen Huang (Nvidia) e Tim Cook (Apple), todos com laços com o mercado chinês há anos.
A economia e uma maior abertura do mercado chinês foram as principais exigências do lado americano, enquanto, desde o primeiro dia de conversações, Xi Jinping alertou para a importância de abordar a questão de Taiwan com cautela.
“Se conduzida adequadamente, a relação bilateral desfrutará de estabilidade geral. Caso contrário, ambos os países enfrentarão confrontos e até mesmo conflitos, o que colocaria toda a relação em sério risco”, advertiu.
Trump afirmou uma e outra vez que Xi é um grande líder e que era uma honra ter esse encontro com ele, enquanto o presidente chinês descreveu a visita como histórica e acrescentou que “o grande rejuvenescimento da nação chinesa” e o lema “Tornar a América Grande Novamente” podem caminhar juntos.
Xi Jinping observou que as relações entre a China e os Estados Unidos estão entre as mais importantes globalmente, pois se concentram no bem-estar de ambos os países, com uma população combinada de 1,7 bilhão, e nos interesses de mais de oito bilhões de pessoas em todo o mundo.
Em relação ao Oriente Médio, o ministério das Relações Exteriores da China enfatizou a posição de Pequim em favor do diálogo e de uma solução política, enquanto Trump afirmou que Xi estava disposto a ajudar a chegar a um acordo com o Irã. Ele também declarou que ambos os líderes consideram que o Irã não deve possuir armas nucleares e que o Estreito de Ormuz deveria permanecer aberto.
Do ponto de vista da diplomacia chinesa, o governo de Pequim deu uma calorosa recepção, que incluiu diversas interações com Xi Jinping, uma prática incomum para a China.
A cúpula enviou sinais positivos ao mundo, e ambos os líderes defenderam a cooperação para um futuro promissor, agindo como parceiros, e não como rivais.
A chamada “diplomacia entre chefes de Estado” desempenhou um papel fundamental na redução das tensões entre Washington e Pequim após meses de guerra comercial.
No entanto, a visita não resolve as tensões estruturais entre os dois países, especialmente após as recentes sanções americanas e as contramedidas adotadas por Pequim.
Fonte: Prensa Latina
