Casa TodosComentárioCuba falou claro na Cúpula das Américas no Panamá

Cuba falou claro na Cúpula das Américas no Panamá

por Irene Fait
Raúl Castro en Cumbre de las Américas, en Panamá.

Por María Josefina Arce.

 

Há 11 anos, Cuba fez história no Panamá com sua participação na 7ª Cúpula das Américas, um evento hemisférico do qual havia sido sistematicamente excluída desde sua primeira edição, em 1994, em Miami, devido à pressões e ameaças dos Estados Unidos.

A presença do líder da Revolução Cubana, o general de Exército Raúl Castro, então presidente, atendeu a uma demanda de muitos países da região, que acreditavam que uma verdadeira Cúpula das Américas não poderia existir sem que estivessem representadas todas as nações.

A presença e o discurso de Raúl foram recebidos com longa ovação dos demais líderes presentes, aos que agradeceu pela solidariedade, que possibilitou a participação de Cuba, pela primeira vez, nesse encontro.

A mídia no mundo todo divulgou o discurso do líder cubano, no qual abordou, de forma clara e respeitosa, importantes questões de interesse regional.

“Discurso histórico de Raúl Castro na Cúpula das Américas” e “Já era hora de eu falar aqui em nome do meu país” foram algumas das manchetes que inundaram a imprensa, cuja atenção estava voltada para a participação de Cuba.

Em seu discurso, Raúl Castro relembrou as antigas aspirações dos Estados Unidos de assumir o controle da nação caribenha, aspirações que, hoje, servem de alerta, dadas as constantes ameaças, incluindo agressões armadas, do governo do presidente Donald Trump, que fabrica falsas acusações contra Cuba e seus líderes.

O líder da Revolução Cubana também abordou o bloqueio econômico, comercial e financeiro criminoso imposto por Washington, que, enfatizou, vem sendo condenado ano após ano pela Assembleia Geral da ONU.

Essa política de estrangulamento econômico persiste e, sob o governo Trump, intensificou-se com a adoção de novas medidas e um bloqueio energético imposto arbitrariamente desde o final do mês de janeiro.

Raúl Castro reiterou mais uma vez a posição histórica de Cuba em favor do diálogo respeitoso, em termos de igualdade, e de “…conviver em paz como bons vizinhos”.

Cuba falou claro na 7ª Cúpula das Américas, abordando questões que preocupam a região e que, ainda hoje, onze anos após a Cúpula do Panamá, existem e ameaçam a paz, a segurança e a soberania de seus povos.

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