A Associação Nacional de Amizade Itália-Cuba (ANAIC) condenou em Roma a resolução aprovada pelo Parlamento Europeu contra Cuba, classificando-a como um ato de agressão política.
Segundo o site do ministério das Relações Exteriores, Cubaminrex, a declaração indica que a decisão demonstra a subordinação das forças europeias de direita aos ditames dos Estados Unidos, em contradição com os princípios básicos do direito internacional que proíbem a interferência nos assuntos internos dos Estados.
A organização lamentou que o Parlamento Europeu tivesse adotado essa postura enquanto Washington intensifica o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto a Cuba há mais de seis décadas, uma medida que afeta diretamente a população.
O documento, intitulado “Não Toquem em Cuba”, denuncia que as sanções secundárias impostas pelo governo dos EUA se estendem inclusive a empresas europeias que mantêm laços comerciais com a ilha.
Ao pedir uma revisão do Acordo de Diálogo Político e Cooperação com Cuba, a resolução alinhou-se à política da Casa Branca em vez de defender a autonomia econômica europeia e o respeito ao direito internacional, afirmou a ANAIC.
A associação lembrou a solidariedade internacional de Cuba, exemplificada pelo trabalho das brigadas médicas que apoiaram a Itália durante a pandemia de COVID-19 e que atualmente prestam serviços na Calábria.
Em sua declaração, a ANAIC reitera que a soberania e o modelo social de Cuba pertencem exclusivamente ao seu povo e instou o governo italiano e a União Europeia a rejeitar as sanções, manter o diálogo bilateral e exigir o fim do bloqueio imposto pelos EUA.
Fonte; ACN
