O presidente colombiano, Gustavo Petro, visitará Cuba, sua última viagem ao exterior como chefe de Estado, segundo anunciou em sua conta na rede social X.
Petro afirmou que tinha desistido de comparecer a um encontro nos Estados Unidos e optou por viajar à ilha.
“Substituí o encontro por um lugar que considero vital para a soberania nacional e a luta pela vida no Caribe: A Cuba agredida”, afirmou em sua mensagem.
O presidente também teceu elogios à nação insular na mesma declaração.
“O que se pode dizer de Cuba, que nos dá sua música sublime, repleta de arte, e que poderia ter nos fornecido as vacinas para salvar a vida de dezenas de milhares de idosos que morreram de COVID-19, e que alguns, por ódio político a Cuba, preferiram deixar morrer?”, declarou.
Os detalhes da viagem ainda não foram divulgados oficialmente.
Petro também fez alusão a como acredita que será a política externa de seu país daqui para frente, após as declarações do novo governo sobre o fortalecimento dos laços com Israel.
“Uma vez que a agenda diplomática colombiana agora se reduzirá aos ditames de Tel Aviv, que determina com quem mantemos relações diplomáticas de acordo com a conveniência dos genocidas, aí Colômbia será isolada ao pequeno círculo de amigos do genocídio, porque a humanidade é contra o holocausto humano em Gaza”, afirmou.
O comentário surge em meio a anúncios do presidente eleito Abelardo de la Espriella de que romperá relações diplomáticas com Havana assim que assumir o cargo em 7 de agosto.
Essa posição foi rejeitada pelo Ministério das Relações Exteriores de Cuba, que descreveu as declarações como “um ato de subserviência à política de agressão dos Estados Unidos”.
O ministério afirmou que a medida “não tem qualquer justificativa e não serve aos interesses nacionais colombianos”.
