Membros da missão diplomática cubana e residentes cubanos no Panamá participaram de um desfile em bicicletas em protesto contra o bloqueio imposto pelos Estados Unidos à ilha há mais de seis décadas.
A iniciativa, liderada pelo embaixador cubano no Panamá, Orestes Pérez, faz parte de uma série de eventos realizados no último domingo de cada mês, que reúnem amigos de Cuba para condenar as políticas hostis de Washington.
Os ciclistas percorreram toda a orla da capital, carregando bandeiras cubanas como símbolo de soberania e de sua disposição em defendê-la até o fim, afirmaram.
Essa atividade também marcou o encerramento da campanha de arrecadação de material escolar “Um Lápis para Cuba, o futuro em cada traço”, lançada por organizações juvenis em 4 de abril.
O movimento de solidariedade, sindicatos, organizações juvenis, partidos políticos, empresários cubanos e panamenhos e cidadãos cubanos residentes no Panamá entregaram aproximadamente 80 caixas de material escolar contendo mais de 8.000 cadernos, 12.000 lápis, lápis de cor, tinta têmpera, mochilas e sapatos para crianças em idade escolar.
Recentemente, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel apresentou números concretos sobre o impacto humanitário do bloqueio econômico: 98.500 cirurgias estão suspensas, apenas 30% dos medicamentos básicos estão disponíveis e 67.000 crianças ainda não receberam a vacinação completa.
O presidente também denunciou o impacto do bloqueio energético, que impede a chegada de combustível à ilha, em decorrência de decretos executivos impostos pelo governo Donald Trump.
Diante dessa complexa situação, o chefe de Estado enfatizou que a resistência não é passiva, mas criativa.
Fonte: Prensa Latina.
