Brasil e Cuba estão aprofundando sua cooperação nas áreas de saúde, biotecnologia e produção biofarmacêutica por meio de uma ampla agenda de projetos conjuntos voltados para a melhoria da assistência médica e do bem-estar em ambas as nações.
Essa informação foi destacada em entrevista à Prensa Latina pela Dra. Ileana Morales, Diretora de Ciência e Inovação Tecnológica do Ministério da Saúde de Cuba.
Morales participou, em Brasília, do encontro regional da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) sobre governança, financiamento e prestação integrada de serviços para atenção primária à saúde, realizado de 2 a 4 de setembro.
Ela enfatizou que a visita ao Brasil representa uma oportunidade para fortalecer laços que descreveu como “amplos e profundos”, não se limitando à esfera estritamente da saúde, mas estendendo-se também às indústrias de biotecnologia e biofarmacêutica de ambos os países.
Como exemplo concreto dessa relação, mencionou o Comitê Diretivo Binacional Cuba-Brasil para Ciência, Saúde e Biotecnologia.
Esse mecanismo foi criado há aproximadamente 15 anos pelos Ministérios da Saúde de ambos os países e atualmente reúne autoridades, órgãos reguladores, cientistas, acadêmicos, profissionais e representantes do setor empresarial.
As autoridades reguladoras de ambos os países também participam deste fórum, juntamente com o Centro de Controle Estatal de Medicamentos, Equipamentos e Dispositivos Médicos (CECMED) de Cuba e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) do Brasil, além de universidades, centros de pesquisa e empresas de biotecnologia.
Nosso portfólio de iniciativas inclui áreas consideradas prioritárias para ambos os sistemas de saúde, entre elas o combate ao câncer, doenças neurodegenerativas e doenças crônicas, especialmente o diabetes, disse.
Inclui também, acrescentou, o desenvolvimento de ferramentas de diagnóstico, doenças transmissíveis e arbovírus. E afirmou que alguns projetos estão prestes a começar, enquanto outros estão em estágios iniciais ou permanecem em fase de discussão.
O objetivo, clarificou, é manter o ritmo de cooperação e transformar essa agenda científica e tecnológica em resultados concretos para as populações.
No entendimento da funcionária, o mecanismo bilateral também constitui um exemplo de cooperação Sul-Sul no setor da saúde, reunindo as capacidades de dois países com experiências complementares e potencial científico.
