Os líderes do BRICS aprovaram este sábado uma declaração histórica de 140 pontos, na qual, entre outras coisas, expressaram a necessidade de pôr fim às sanções econômicas, comerciais e financeiras contra Cuba.
O texto ressaltou o caráter da América Latina e do Caribe como uma zona de paz, baseada no respeito mútuo, na solução pacífica de controvérsias e na não intervenção.
As autoridades e altos representantes das 11 nações emergentes — Brasil, Índia, China, Rússia, África do Sul, Etiópia, Egito, Irã, Indonésia, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita — expressaram sua profunda preocupação com a situação em Cuba devido ao endurecimento das medidas unilaterais de bloqueio contra o país e seus efeitos adversos sobre a economia e o fornecimento de energia. Consideraram também profundamente preocupante o impacto humanitário sobre o povo cubano.
Da mesma forma, reafirmaram seu compromisso com o espírito de respeito mútuo, igualdade soberana, solidariedade, democracia, abertura, inclusão e consenso.
E destacaram as duas décadas de existência do grupo e sua expansão, comprometendo-se a fortalecer a cooperação em seus três pilares: político e de segurança, econômico e financeiro, e intercâmbio cultural entre os povos.
Reiteraram a necessidade de reformar o sistema multilateral, incluindo a ONU e seu Conselho de Segurança, para torná-lo mais democrático, representativo e eficaz, aumentando a participação dos países em desenvolvimento (África, Ásia e América Latina).
Rejeitaram as medidas coercitivas unilaterais, tarifas e protecionismo, defendendo um sistema multilateral de comércio baseado em regras, com a Organização Mundial do Comércio (OMC) em seu centro.
Os líderes do BRICS afirmaram estar alarmados com o aumento dos gastos militares globais e os conflitos em várias regiões.
Reafirmaram a importância da Agenda 2030 e da erradicação da pobreza, destacando a cooperação em saúde, agricultura, energia, indústria, tecnologia e finanças, com o papel do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), pagamentos transfronteiriços em moedas locais e o Acordo de Reservas Contingentes.
Fonte: Prensa Latina.
