O Ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, disse estar satisfeito com a reunião que sustentara com o Primeiro-Ministro do Vietnã, Le Minh Hung, à margem da Cúpula do BRICS, presidida pela Índia.
Segundo o Ministro cubano, ambos destacaram os laços históricos de amizade, cooperação e solidariedade que unem os dois países socialistas.
Rodríguez explicou a difícil situação enfrentada por Cuba, causada pelo bloqueio energético, o endurecimento do bloqueio e pelas sanções secundárias que estão causando graves danos humanitários.
Os dois discutiram as medidas adotadas no país caribenho para retomar o caminho da recuperação econômica, aliviar as dificuldades do povo cubano e enfrentar as consequências da política de estrangulamento econômico dos EUA.
O Ministro das Relações Exteriores de Cuba também se reuniu com seus homólogos da Índia, Subrahmanyar Jaishankar, e do Brasil, Mauro Vieira, como parte de suas atividades no país do sul da Ásia.
Bruno Rodríguez discursará amanhã, domingo, na sessão aberta da Cúpula do BRICS, que contará com a presença dos líderes e representantes de alto escalão dos 11 países membros e dos 10 membros associados, incluindo Cuba.
Neste sábado, primeiro dia da cúpula, os líderes do bloco intergovernamental aprovaram uma declaração histórica de 140 pontos que, entre outras coisas, reiterou a necessidade de pôr fim às sanções econômicas, comerciais e financeiras contra Cuba, em conformidade com a resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas.
O texto enfatizou o caráter da América Latina e do Caribe como uma zona de paz, baseada no respeito mútuo, na solução pacífica de controvérsias e na não intervenção.
Nesse sentido, os líderes dos 11 países emergentes — Brasil, Índia, China, Rússia, África do Sul, Etiópia, Egito, Irã, Indonésia, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita — expressaram sua profunda preocupação com a situação em Cuba devido ao endurecimento das medidas unilaterais de bloqueio contra o país e seus efeitos adversos sobre a economia e o fornecimento de energia.
Da mesma forma, expressaram preocupação com o impacto humanitário sobre o povo cubano.
Fonte: Prensa Latina.
