Os promotores do processo de revogação do mandato do presidente do Equador, Daniel Noboa, solicitaram nesta segunda-feira ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE) transparência na tramitação da iniciativa promovida pela plataforma Revoca EC.
Representantes do coletivo entregaram nesta segunda-feira dois documentos dirigidos ao presidente do CNE, José Cabrera, nos quais solicitam acesso aos documentos apresentados pelo Governo como parte de sua defesa, que, segundo a ministra do Governo, Nataly Morillo, somam 22 caixas.
Além disso, pediram informações sobre o andamento dos trâmites, que seja permitida a participação dos proponentes nas sessões plenárias do CNE relacionadas ao caso e que seja marcada uma audiência com Cabrera para apresentar seus argumentos.
O advogado Washington Andrade, um dos promotores da iniciativa, afirmou em sua conta na plataforma X que Noboa “tem medo do pronunciamento popular nas urnas” e exigiu “verificar o conteúdo das 22 caixas de papelão, que certamente estão cheias de papéis inúteis e mentiras que não escondem sua incompetência”.
Depois que, nesta segunda-feira, a ministra Morillo divulgou um vídeo no qual desacredita a iniciativa popular de revogação do mandato, o jurista acusou o Governo de tentar impedir o processo por meio de narrativas que, em sua opinião, buscam deslegitimá-lo.
Segundo Morillo, o pedido de revogação é “o mais recente absurdo da oposição política” e sustentou que a solicitação apresentada pelas organizações sociais carece de fatos concretos, prazos válidos e provas que justifiquem a ativação desse mecanismo de democracia direta.
