Por Roberto Morejón.
Estadistas, figuras proeminentes e representantes de grupos sociais e políticos se reuniram na Espanha para encontrar respostas ao avanço da direita global e à imposição da força nas relações internacionais.
A cúpula em Defesa da Democracia, que contou com a presença de líderes da Espanha, Colômbia, Brasil, México e Uruguai, buscou uma linguagem comum para abordar as guerras e o unilateralismo.
Os participantes defenderam a estabilidade democrática, o multilateralismo, a reforma da ONU, a busca por uma internet mais eficaz e a redução da desigualdade.
A presidente mexicana Claudia Sheinbaum expressou uma preocupação marcante. Afirmou que a liberdade é uma palavra vazia sem justiça social, um princípio ignorado pelo ultraconservadorismo, que se tornou uma tendência na América Latina e na Europa, sem falar nos Estados Unidos.
Outra declaração contundente veio do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva: “Me incomoda a volta dos imperadores que se acham donos do mundo”.
“O mundo não precisa de guerras; temos milhões passando fome”, acrescentou Lula.
Embora o encontro tenha evitado mencionar o presidente dos EUA Donald Trump pelo nome, suas políticas, baseadas na arrogância e na imposição da força militar, serviram como ponto de referência para discursos oficiais e declarações à imprensa.
A convocação da conferência por líderes progressistas não parece ser uma casualidade, após um ano da presidência de Trump em que o republicano usou de violência na Venezuela e no Irã, juntamente com Israel, ameaçou Cuba e apoiou o genocídio de Tel Aviv em Gaza.
Da mesma forma, os participantes se congregaram seis semanas depois de Trump ter liderado a formalização do chamado Escudo das Américas, para articular governos conservadores no Hemisfério Ocidental.
É importante destacar também a relevância da Cúpula Global Progressista, um fórum em Barcelona que reuniu mais de cem partidos políticos e quase três mil pessoas. Todos eles comprometidos com unir o progressismo mundial e do Sul Global.
É encorajador saber que tantas pessoas estão defendendo a paz, a ordem internacional e o diálogo em um contexto dominado pela agressão contra a Venezuela, o Irã e Gaza.
