Por Roberto Morejón.
Em uma nova tentativa de apertar o cerco financeiro em torno de Cuba, os Estados Unidos impuseram sanções adicionais, desta vez contra cinco entidades e oito funcionários, sob o pretexto de estabelecer cooperação na área de segurança com a China e a Rússia.
O governo de Donald Trump, que se gaba de poder tomar Cuba, está negando a Havana o direito de assinar acordos com outras nações, conforme permitido pelo comércio e o direito internacional.
Mais uma vez, o Departamento de Estado dos EUA está invocando uma das Ordens Executivas assinadas por Trump, concebidas para intensificar a pressão econômica, diplomática e política sobre Cuba.
As medidas proíbem deliberadamente que indivíduos e empresas americanas realizem transações com as entidades e indivíduos assinalados.
A Casa Branca também reprende bancos e empresas estrangeiras para impedi-las manter relações com as pessoas e as entidades sujeitas a essas medidas agressivas.
Washington continua seu plano de isolar seu vizinho caribenho, como parte de uma campanha de hostilidade semelhante a uma guerra não declarada.
Dessa forma, o governo republicano continua sua saraivada de pressões, chantagens, mentiras e atos de proscrição, como parte de uma política agressiva, intensificada e descaradamente divulgada.
As punições submetem Cuba e seus habitantes a um castigo generalizado por meio do desmantelamento de serviços e da escassez de alimentos e bens.
O cúmulo do sadismo é o bloqueio energético, que deixa um rastro de consequências humanitárias.
A falta de energia força apagões prolongados, aumenta as filas de espera para cirurgias em hospitais e impede a atualização dos calendários de vacinação infantil.
Naquilo que os cubanos chamam com razão de genocídio, o Secretário de Estado Marco Rubio intervém obstinadamente, alertando cinicamente que Cuba não tem como sair dessa. Infelizmente, parte do mundo permanece em silêncio diante dos excessos dos Estados Unidos contra Cuba, quando amanhã outra poderá ser a vítima.
