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Argentinos defendem a educação pública

por Irene Fait
Argentina educación

Por María Josefina Arce.

 

Os argentinos formaram uma frente unida em defesa da educação pública diante dos cortes drásticos nesse setor promovidos pelo governo do presidente Javier Milei, apesar dos protestos em diversas cidades do país sul-americano, especialmente em Buenos Aires, a capital.

A mais recente dessas marchas ocorreu há alguns dias e atraiu uma multidão enorme; no entanto, as autoridades reafirmaram seu compromisso com a estratégia de austeridade, reiterando a justificativa de manter o equilíbrio fiscal.

Algumas horas antes da Quarta Marcha Universitária Federal, o governo anunciou oficialmente um corte de 78,768 bilhões de pesos em programas do Ministério da Educação.

Isso afetará a infraestrutura e os equipamentos escolares, bolsas de estudo para jovens pobres e as universidades públicas, que, segundo relatos, representam 80% do total de matrículas universitárias do país.

Mas Milei parece determinado a destruir o sistema educacional, especialmente o ensino superior, com sua chamada política da “motosserra”. Essas instituições gozam de alto nível de confiança pública, de acordo com diversos estudos citados pela mídia.

As universidades argentinas também possuem reconhecimento internacional e são referência na América Latina. Prova disso é que em uma carta ao presidente Milei, mais de 60 laureados com o Prêmio Nobel de todo o mundo expressaram seu apoio às universidades públicas e ao sistema científico e tecnológico do país.

Os argentinos exigem o cumprimento da Lei de Financiamento Universitário, inicialmente aprovada pelo Congresso em 2024, mas vetada por Milei e novamente aprovada pelo Legislativo em 2025.

A legislação visa garantir recursos para o sistema universitário nacional e melhorar os salários dos trabalhadores do setor.

Segundo as estatísticas, 70% dos salários de professores universitários e funcionários não docentes estão abaixo da linha da pobreza, o que leva muitos a emigrar ou buscar emprego em instituições privadas.

Para grande parte da sociedade argentina, os ataques de Milei à educação colocam em risco o acesso igualitário à educação — um direito humano fundamental — e o futuro do país.

 

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