A vice-ministra cubana do Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro, Déborah Rivas, declarou em Montevidéu, Uruguai, que seu país está imerso na implementação de transformações econômicas e sociais para continuar a construção do socialismo, apesar dos obstáculos impostos pelo bloqueio dos Estados Unidos.
Ela falou durante uma reunião na sede da central sindical PIT-CNT, cujo presidente, Marcelo Abdala, a recebeu na “casa da solidariedade com Cuba”.
Rivas comanda delegação cubana que participará da Sexta Reunião da Conferência Regional sobre População e Desenvolvimento da América Latina e do Caribe, que começa nesta terça-feira.
Em seu encontro com o movimento uruguaio de trabalho e solidariedade, a vice-ministra cubana explicou as consequências mais recentes do endurecimento do bloqueio dos EUA contra Cuba, que agora inclui o cerco energético.
O bloqueio está matando pessoas devido à falta de suprimentos médicos e medicamentos, combustível e água. “Há 15 mil crianças esperando por cirurgia porque os hospitais não têm recursos para atendê-las”, denunciou.
Neste contexto, disse, a Revolução Cubana não ficou de braços cruzados e “aprovou de forma soberana uma série de transformações econômicas e sociais cujo objetivo é tornar a economia mais eficiente, gerar riqueza, distribuí-la e preservar as conquistas sociais, em particular os sistemas universais e gratuitos de saúde e educação”.
Rivas explicou que a política de subsidiar os prejuízos de empresas e produtos públicos que tornam a economia inviável é coisa do passado.
De agora em diante, apenas as pessoas ou empresas mais vulneráveis, com certas responsabilidades sociais, receberão esse apoio, os demais terão que administrar seus próprios recursos”, acrescentou.
Ressaltou que o Estado precisa de receitas para cobrir um orçamento que destina 21% à educação e 24% à saúde.
Afirmou que as transformações adotadas e em andamento são resultado de uma decisão soberana e negou que representassem uma transição para o capitalismo.
“Estamos convencidos de que este é o caminho para salvar o socialismo em Cuba”, declarou.
Fonte: Prensa Latina
