A Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) adiantou hoje, que apoiará, na Assembleia Geral da ONU, uma nova resolução que reivindica o fim do bloqueio norte-americano contra Cuba.
Ao falar no debate sobre o bloqueio que Washington impõe à ilha há mais de 60 anos, Singapura lembrou, em nome do bloco de 11 países, que, há mais de três décadas, as Nações Unidas vêm exigindo o levantamento do bloqueio, e denunciou seu impacto econômico e social.
Em seu discurso, o embaixador de Singapura, Burhan Gafoor, ressaltou a necessidade de respeitar os propósitos e princípios da Carta da ONU, como a igualdade soberana, a não ingerência, a não intervenção e a solução pacífica de controvérsias.
Além disso, expressou, na plenária da Assembleia Geral, a preocupação do mecanismo regional — integrado, entre outros, por Vietnã, Tailândia, Indonésia, Laos e Malásia — com as consequências do bloqueio norte-americano contra Cuba em setores-chave da sociedade.
Entre as áreas mais afetadas pelo cerco — uma medida rejeitada em 33 ocasiões pela comunidade internacional na Assembleia —, mencionou o acesso à saúde, a medicamentos e a alimentos. Gafoor enfatizou que a ASEAN tem sido coerente ao defender a suspensão do bloqueio à ilha o mais breve possível. Singapura também rejeitou, na ONU, o cerco energético que os Estados Unidos aplicam contra Cuba, como parte do endurecimento do bloqueio.
Da mesma forma, defendeu o diálogo para resolver as divergências entre os Estados, em vez de recorrer ao confronto e ao isolamento.
Fonte: Prensa Latina
