O chefe de Estado cubano, Miguel Díaz-Canel, denunciou no sábado, perante a comunidade internacional, que o presidente dos Estados Unidos está intensificando suas ameaças de agressão militar contra a nação caribenha a um nível perigoso e sem precedentes.
Em mensagem na rede social X, Díaz-Canel declarou que “a comunidade internacional deve tomar nota” e, juntamente com o povo americano, “determinar se um ato criminoso tão drástico será permitido”.
Tudo isso, revelou o presidente cubano, “para satisfazer os interesses de um pequeno, porém rico e influente grupo, ávido por vingança e dominação”.
Em contrapartida, Díaz-Canel reafirmou a resposta de seu país, baseada no princípio de que a Pátria se defenderá: “nenhum agressor, por mais poderoso que seja, encontrará rendição em Cuba. Vai tropeçar num povo determinado a defender a soberania e a independência em cada centímetro do território nacional”.
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, reiterou a denúncia de seu país sobre as novas declarações e medidas do governo dos Estados Unidos que intensificam a agressão contra a nação caribenha a níveis perigosos.
Em uma publicação em X, o ministro argumentou sua denúncia após ter sido divulgada nova ameaça clara e direta de agressão militar emitida pelo presidente dos EUA.
Bruno Rodriguez também afirmou que essa hostilidade ocorre “sem outro pretexto senão o desejo de satisfazer pequenas elites que prometem lealdade eleitoral e financeira”. Rodríguez reafirmou que os cubanos “não se deixarão intimidar” e lembrou a resposta resoluta do povo e seu apoio maciço à Revolução demonstrado no Dia Onternacional do Trabalhador.
O presidente dos EUA, Donald Trump, intensificou suas ameaças contra Cuba, declarando na Flórida sua intenção de assumir o controle da ilha “quase imediatamente”.
No mesmo dia, ele já havia aumentado as medidas coercitivas contra a nação caribenha.
A agência de notícias Prensa Latina informou que, durante um jantar privado no Forum Club, em West Palm Beach, Trump falou que vai se encarregar de Cuba, mas primeiro terminará sua guerra no Irã, pois gosta de “terminar o trabalho”.
O presidente republicano afirmou que poderia enviar o porta-aviões USS Abraham Lincoln a menos de 91 metros da costa (com o claro objetivo de intimidação) e que, nessa situação, em Cuba lhe dirão: “muito obrigado, nos rendemos”.
Isso provocou a resposta imediata e firme de Cuba.
